Irão: Exército dos EUA diz que estreito de Ormuz está livre de minas e abertoFoto de Gaby Lopez no Pexels
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Irão: Exército dos EUA diz que estreito de Ormuz está livre de minas e aberto

Jornal Económico28 de agosto de 2026 às 08:31

O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) declarou o estreito de Ormuz aberto ao tráfego marítimo internacional, depois de as forças norte-americanas terem removido com sucesso as minas marítimas que estavam colocadas na via navegável há meses pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão. O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, anunciou que as rotas marítimas estão agora livres de minas, elogiando o trabalho das Forças Armadas numa operação que decorreu em circunstâncias descritas como desafiantes e perigosas.

As operações contaram com a participação de mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves, num contexto em que cerca de 50 mil soldados estão a impor um bloqueio contra o Irão, impedindo-o de exportar petróleo dos seus portos. Segundo Cooper, nenhum navio entrou ou saiu de um porto iraniano sem autorização americana, e apenas foram permitidas passagens por razões humanitárias. Na mesma data, 27 de agosto, o Centcom anunciou que tinha desviado 75 navios comerciais, inutilizado três e abordado dois para garantir o cumprimento do bloqueio.

Paralelamente, o Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na plataforma Truth Social um mapa do estreito de Ormuz declarando-o como novo território norte-americano, ao lado das bandeiras de Porto Rico, dos Estados Federados da Micronésia e das Ilhas Marshall, entre outros territórios.

O secretary-general da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou que o estreito continua inseguro e exortou os armadores e companhias de navegação a evitarem a travessia. Domínguez observou que quase seis mil tripulantes estão presos na zona de conflito há quase seis meses, sem possibilidade de retirada, e que cerca de 70 embarcações foram atacadas e 20 trabalhadores marítimos morreram na sequência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.

Trump impõe novo bloqueio ao Estreito de Ormuz

O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, declarou o estreito de Ormuz aberto depois de as forças norte-americanas terem removido as minas marítimas da via navegável.

“As rotas marítimas internacionais e reconhecidas no estreito estão livres de minas marítimas iranianas graças ao trabalho incrível das Forças Armadas”, disse o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, na quinta-feira 27 de agosto.

“Removemos com sucesso as minas marítimas das rotas marítimas internacionais do estreito, colocadas há meses pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão”, acrescentou Cooper, num vídeo, publicado na véspera do sexto mês do conflito.

As circunstâncias das operações são “desafiantes e perigosas, para dizer o mínimo (…) mas conseguimos concluir a tarefa”, acrescentou o almirante.

Segundo Cooper, mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves participaram nas operações no estreito de Ormuz, e cerca de 50 mil soldados estão a impor um bloqueio contra o Irão, impedindo-o de exportar petróleo dos seus portos.

“Nenhum navio entrou ou saiu de um porto iraniano sem a nossa permissão, e só permitimos a passagem de embarcações por razões humanitárias”, afirmou.

Horas antes, o Centcom anunciou nas redes sociais que tinha impedido 75 navios de atravessar o estreito de Ormuz, devido ao bloqueio decretado por Washington aos portos do Irão.

“Os Estados Unidos [EUA] continuam a aplicar o bloqueio contra o Irão. À data de 27 de agosto, as forças do Centcom desviaram 75 navios comerciais, inutilizaram três e abordaram dois para garantir o cumprimento”, afirmou o comando.

Também na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um mapa do estreito de Ormuz na plataforma que detém, Truth Social, declarando-o como um novo território norte-americano.

Ao lado das bandeiras de Porto Rico, dos Estados Federados da Micronésia e das Ilhas Marshall, entre outras, o líder acrescentou a passagem marítima estratégica para o comércio global de gás e petróleo localizada no Médio Oriente.

No mesmo dia, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou que o estreito de Ormuz continua inseguro e exortou os armadores, operadores e companhias de navegação a evitarem a travessia até estar garantida a segurança.

Arsenio Domínguez observou, numa entrevista à agência Efe, que quase seis mil tripulantes estão presos na zona de conflito há quase seis meses, sem possibilidade de retirada, enquanto cerca de 70 embarcações foram atacadas e 20 trabalhadores marítimos morreram na sequência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irão.

“A minha mensagem para os armadores e operadores, incluindo as companhias de navegação, é que, em primeiro lugar, realizem avaliações de risco, mas, acima de tudo, evitem transitar pelo estreito de Ormuz”, advertiu.

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