Cúpula da PF diz que decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues é 'política'
cbn8 de setembro de 2026 às 15:17
A cúpula da Polícia Federal recebeu com indignação e revolta a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, classificando-a como uma medida política. O STF já conta com maioria para referendar o afastamento de Rodrigues. Andrei Rodrigues se preparava para discursar na abertura de um curso de formação de novos agentes quando foi comunicado da decisão, cedendo a palavra ao diretor executivo, William Murad, que usou o evento para mandar recados a Mendonça, defendendo a atuação técnica, imparcial e livre de viés político da corporação.
O Governo disponibilizou um apoio máximo de 60% para os municípios afetados por mau tempo, mas esta percentagem é considerada "manifestamente insuficiente" pela Associação Nacional de Municípios Portugueses. A federação alerta que esta medida vai continuar a pressionar fortemente a tesouraria das autarquias, que terão de suportar uma parte significativa dos custos de recuperação dos prejuízos causados pelas intempéries.
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala, considerou "manifestamente insuficiente" o apoio máximo de 60% do Fundo de Emergência Municipal para as prefeituras afetadas pelas tempestades do início do ano, defendendo que esse valor deveria ser aumentado para 85% ou 100%, como aconteceu em outras situações. Jorge Vala adiantou que há expectativa de uma proposta na Assembleia da República nesse sentido, salientando que os 40% de contrapartida municipal representam um peso muito significativo para os cofres das prefeituras. O prefeito manifestou ainda preocupação pelo fato de investimentos significativos em proteção civil, como a remoção de resíduos e material lenhoso com custos superiores a nove milhões de euros, não terem enquadramento nos apoios disponíveis.
Paulo Núncio alertou que os portugueses "teriam tudo a perder" com uma possível queda do Governo, destacando que Portugal é um dos países da União Europeia com maior crescimento econômico, que o emprego se encontra em máximos históricos e que o rendimento médio das famílias aumentou quatorze por cento nos últimos dois anos.
A Comissão Europeia autorizou a Ucrânia a adquirir mísseis Patriot através de um empréstimo de 90 mil milhões de euros, num gesto que a presidente Ursula von der Leyen classificou como mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades. O montante anunciado acresce aos 8,4 mil milhões de euros já disponibilizados ao abrigo do empréstimo, incluindo verbas destinadas à defesa aérea.