O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Jorge Vala, considerou "manifestamente insuficiente" o apoio máximo de 60% às prefeituras relativo aos prejuízos causados pelas tempestades do início do ano, por meio do Fundo de Emergência Municipal. Jorge Vala adiantou haver expectativa de que possa haver uma proposta na Assembleia da República para reforçar o FEM para 85% ou 100%, como já aconteceu em outras situações.
Em 31 de julho, foi publicado no Diário Oficial o despacho que permite às prefeituras abrangidas pela calamidade se candidatarem a um apoio máximo de 60% dos prejuízos comprovados para recuperar infraestruturas danificadas. As candidaturas podem ser apresentadas até 30 de novembro junto à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional competente.
Jorge Vala alertou que ficam de fora os investimentos em proteção civil, referindo que o prefeito de Leiria manifestou preocupação porque já investiu mais de nove milhões de euros na retirada de lixo e restos de árvores, que aparentemente não tem enquadramento nos apoios. O prefeito admitiu fazer um apelo à ministra do Meio Ambiente para que a retirada de resíduos e material lenhoso possa ter apoio do Fundo Ambiental.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no município de Leiria, entre o final de janeiro e o início de março, em sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Os temporais provocaram prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros e afetaram sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.




