O ministro da Administração Interna, Neves, recusou ter "favorecido terceiros" ou "prejudicado o Estado" durante uma intervenção no Parlamento, horas antes da moção de censura ser votada. O governante fez um "mea culpa" por ter falhado a entrega da declaração de rendimentos e reconheceu ter cometido "erros", mas insistiu que não prejudicou o interesse público.
Neves afirmou que não pretende colocar o cargo à disposição, recusando assim apresentar a demissão. O ministro garantiu que conta com a confiança do primeiro ministro, Montenegro, não pretendendo abandonar o cargo.
A moção de censura ao governo estava prevista para ser votada naquele dia, o que criou o contexto político para esta intervenção do ministro no Parlamento. A situação gerou divisões entre os partidos, que se posicionaram de forma diferente relativamente à conduta do membro do governo.




