A moção de censura ao Governo proposta pelo Chega será rejeitada nesta terça-feira no Parlamento, uma vez que apenas o partido proponente declarou voto a favor. O PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, Livre e PAN vão todos votar contra, enquanto o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português vão se abster.
O PS anunciou na segunda-feira que se absteria na moção. O seu líder, José Luís Carneiro, considerou que esta posição evita a crise política, mas não isenta o Governo das suas responsabilidades perante os problemas dos portugueses, como o custo de vida, saúde, moradia e salários.
O PCP, liderado por Jerónimo de Sousa que falou durante a Festa do Avante!, referiu que existem várias razões para censurar o Governo, mas recusou alimentar a agenda que considerou demagógica e mentirosa do Chega. Também a inúmera inúmera do BE, Andreia Galvão, anunciou que se absteria.
A Iniciativa Liberal, o Livre e o PAN anunciaram igualmente que votariam contra a moção, embora tenham reconhecido que o ministro Luís Neves tem explicações a dar. Mariana Leitão, da IL, considerou que as circunstâncias fragilizam gravemente o Governo e que o primeiro-ministro deveria ter exonerado o ministro. Já Isabel Mendes Lopes, do Livre, criticou o Chega, classificando a moção como mais um episódio de folclore.




