O governo do Reino Unido anunciou esta terça-feira, 8 de setembro, a proibição de importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia, invocando "uma limpeza étnica dos palestinianos" por "colonos terroristas". O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband, afirmou no parlamento que o executivo reconhece que está a ocorrer uma limpeza étnica em zonas da Cisjordânia e que, com demasiada frequência, o governo israelita tem fechado os olhos a esta situação.
Miliband declarou que a posição oficial do governo britânico é de que a ocupação é ilegal devido ao reforço do seu controlo, à intenção de alargar a soberania permanente e à sua agenda expansionista através de colonatos ilegais. Perante este cenário, anunciou a proibição de importação de bens provenientes de colonatos ilegais e a tomada de medidas contra empresas e indivíduos específicos que prestem serviços como construção, infraestruturas, financiamento ou imobiliário para a expansão dos colonatos.
Os produtos mais exportados a partir dos colonatos incluem tâmaras, mangas, abacates, uvas, vinho, azeite e produtos de consumo. O regime de sanções terá como alvo os colonatos ilegais e não Israel, salientou Miliband, que assumiu as suas raízes como "orgulhoso judeu britânico", cujo avô e outros familiares foram mortos pelos nazis. A legislação entrará em vigor dentro de seis a nove meses, mas serão tomadas sanções imediatas contra um novo grupo de colonos extremistas que apoiaram ou incitaram atos de violência contra comunidades palestinianas.
Miliband revelou que França e Canadá vão proibir igualmente a importação de bens provenientes de colonatos ilegais, juntando-se aos Países Baixos, Irlanda, Bélgica e Noruega. Portugal, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Polónia e Suécia comprometeram-se a apoiar novas medidas, no âmbito de uma ampla coligação internacional.




