Estado já comprou posição de 13,7% na REN. Dono da Zara oficializa saídaFoto de GregReese no Pexels
Negócios

Estado já comprou posição de 13,7% na REN. Dono da Zara oficializa saída

Eco8 de setembro de 2026 às 06:58

A holding de Amancio Ortega, fundador da Inditex e dono da Zara, oficializou a venda de 13,7% do capital da REN (Redes Energéticas Nacionais) à Parpública, empresa estatal portuguesa. A transação envolveu 91.723.676 ações e foi realizada fora do mercado (over the counter), na sequência da verificação da condição suspensiva prevista no contrato de compra e venda celebrado a 14 de agosto. O visto prévio do Tribunal de Contas era o único requisito em falta para a conclusão da operação, que o primeiro-minístro justificou como necessária para salvaguardar o interesse nacional e baixar o preço da energia.

Com esta venda, a Pontegadea Inversiones deixou de deter qualquer participação qualificada, direitos de voto ou ações na REN. Até então, era a segunda maior acionista da empresa que gere as redes energéticas nacionais. A maior acionista permanece a State Grid Corporation of China, com 25% do capital.

O valor exato da operação não foi divulgado, mantendo a opacidade que já tinha caracterizado a transação inicial em 2021, quando a Pontegadea comprou 12% da REN à Mazoon, empresa do Oman Oil, por um valor estimado em cerca de 190 milhões de euros, com base na cotação de 12,06 euros por ação nessa altura. Os restantes 1,7% agora vendidos foram adquiridos na segunda metade de 2025, período em que as ações da REN negociaram entre 3 e 3,4 euros, representando um investimento estimado entre 30 e 38,5 milhões de euros.

No total, a Pontegadea obteve uma mais-valia com o investimento na REN entre 96,2 e 104,7 milhões de euros, consoante o valor utilizado como referência para o custo do reforço da posição. Em cinco anos, o dono da Zara lucrou até 169 milhões com esta aplicação financeira em Portugal.

Notícias relacionadas

Negócios

O verdadeiro valor das finanças sustentáveis não está no preço

O artigo argumenta que o verdadeiro valor das finanças sustentáveis vai muito além do preço e das taxas de juro. Embora muitas empresas procurem financiamento sustentável esperando obter melhores condições financeiras, os benefícios reais incluem o alargamento das opções de financiamento, o reforço da reputação, melhores relações com bancos e investidores, e maior opcionalidade. A regulação bancária europeia exige uma integração crescente dos riscos ambientais na gestão de risco, o que significa que empresas preparadas com estruturas robustas de finanças sustentáveis serão mais fáceis de avaliar e terão acesso a um universo mais alargado de financiadores. O artigo conclui que a pergunta relevante já não é se as finanças sustentáveis reduzem custos, mas sim se podem melhorar o acesso a capital, reforçar a credibilidade e preparar as empresas para a evolução do mercado financeiro.

Jornal Económico08/09/26, 08:14
Negócios

Não passes cartão à fraude: Associação de bancos alerta para burlas e quer promover comportamentos seguros

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) lançou uma nova campanha de sensibilização para alertar os consumidores para os crescentes riscos de fraude bancária online, promovendo comportamentos seguros e medidas de proteção contra burlas que envolvem instituições financeiras.

SAPO Tek08/09/26, 08:11
IGAS avança com ação inspetiva ao Hospital de Almada devido a suspensão da IVG
Negócios

IGAS avança com ação inspectiva ao Hospital de Almada devido à suspensão da IVG

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) anunciou uma ação inspectiva ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, após a suspensão da consulta de gravidez não desejada. O processo visa investigar a forma como a decisão de encerrar este serviço foi tomada e implementada, bem como avaliar a organização dos cuidados de saúde que serão prestados às mulheres afetadas por essa mudança. A inspeção surge em resposta a preocupações sobre o impacto da medida no acesso das pacientes aos cuidados de saúde reprodutiva.

Correio da Manhã08/09/26, 08:05
Negócios

Exportações chinesas crescem 25% em agosto

As exportações chinesas cresceram 25% em agosto em termos homólogos, atingindo 401,44 bilhões de dólares, impulsionadas pela procura de produtos tecnológicos, como baterias e semicondutores, e pelos pedidos sazonais antes do Natal, apesar das tensões comerciais e dos taifuns que provocaram atrasos nos portos de Xangai. As importações aumentaram 28,2%, elevando o excedente comercial para 119,09 bilhões de dólares. O setor exportador se beneficiou da expansão da inteligência artificial e das preocupações com a segurança energética, enquanto as vendas para os EUA subiram 34,4% e para a ASEAN 30,21%. O crescente excedente comercial chinês, que atingiu um recorde de 1,2 trilhão de dólares em 2025, tem levantado críticas no Ocidente, com o Secretário do Tesouro dos EUA classificando-o como "insustentável".

Jornal Económico08/09/26, 08:03