As exportações chinesas cresceram 25% em agosto em termos homólogos, atingindo 401,44 bilhões de dólares, impulsionadas pela procura de produtos tecnológicos como baterias e semicondutores, bem como pelos pedidos sazonais antes do Natal. As importações aumentaram 28,2% para 282,36 bilhões de dólares, resultando num excedente comercial de 119,09 bilhões de dólares. O desempenho superou as previsões dos economistas e se beneficiou da expansão mundial da Inteligência Artificial e das preocupações com a segurança energética associadas a conflitos regionais.
O setor exportador chinês tem mantido um forte desempenho este ano, embora uma série de taifuns tenha provocado atrasos nos portos de contêineres de Xangai. As exportações para os Estados Unidos aumentaram 34,4%, para a ASEAN cresceram 30,21% e para a União Europeia subiram 6,61%. O excedente comercial da China atingiu um valor recorde de 1,2 trilhão de dólares em 2025.
O crescente excedente comercial chinês tem levantado críticas no Ocidente e levado à adoção de restrições comerciais relacionadas à política industrial de Pequim. O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, classificou o excedente da balança corrente chinesa como "insustentável" após uma reunião dos ministros das Finanças do G20.
O Presidente chinês Xi Jinping deverá se reunir com o homólogo norte-americano Donald Trump em Washington no final deste mês, num encontro em que o comércio, a Inteligência Artificial e a guerra no Irã deverão figurar entre os principais temas.



