A Venezuela esclareceu que mantém o "controle e a propriedade" do petróleo após o acordo com os Estados Unidos para explorar um quinto das reservas de petróleo bruto do país, as maiores do mundo. A ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, afirmou em entrevista ao canal Venevisión que se trata de um "acordo comercial" para trazer investimento e tecnologia para o país, negando que a Venezuela tenha perdido soberania.
O acordo tem uma validade de 25 anos e envolve o desenvolvimento de 17 campos com reservas totais de 65 bilhões de barris, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia. A Venezuela produz atualmente uma média de 1,24 milhão de barris por dia. Os 17 campos foram atribuídos à North American Blue Energy Partners (NABEP), que concedeu ao Departamento de Defesa dos EUA uma participação acionária de 35%. Por trás da NABEP está o empresário Alejandro Betancourt, investigado na Espanha e na Suíça por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
A China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, após notícias de que o novo acordo poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas como as estatais Sinopec e CNPC. Paula Henao garantiu que a Venezuela respeita os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia, tratando-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor.




