As bolsas europeias iniciaram a semana com reduzida liquidez devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, num contexto marcado pela expectativa em torno da reunião do Banco Central Europeu na próxima semana, quando Christine Lagarde deverá anunciar a alta das taxas de juros diretoras. A inflação da zona do euro em agosto acima de 3% e o Bund alemão a 10 anos no nível mais alto desde 2011 colocam o BCE numa posição difícil, com o mercado dando como quase certo um aumento de 25 pontos-base na reunião de 10 de setembro. A alta dos juros torna o crédito mais caro para empresas e famílias, o que tende a desacelerar a economia e pressionar as bolsas para baixo.
O preço do petróleo tem sido o grande catalisador do momento, impulsionado pela escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que entra no sétimo mês sem fim à vista. As forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos no Golfo Pérsico, após o Irã ter lançado mísseis balísticos contra navios da Marinha norte-americana. Este conflito tem perturbado o fornecimento global de energia e a capacidade da OPEP+ de controlar os preços diminuiu, com o Brent atingindo 92,07 dólares na semana passada.
A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, decidiu manter a oferta de petróleo em outubro após uma reunião ministerial por videoconferência. Vários dos 21 membros da aliança enfrentam problemas devido a interrupções no tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz e no mar Vermelho, bem como ataques ukrainianos a instalações petrolíferas russas. O risco geopolítico disparou o preço do petróleo de curto prazo, com o gás no benchmark europeu em máximos de três anos e meio e estoques no mínimo histórico para a época.
Na frente diplomática, os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, visitaram Moscou e Kiev para apresentar uma proposta de paz para terminar a guerra na Ucrânia, que já vai no quinto ano da invasão em larga escala. Foi a oitava visita da dupla a Moscou e a




