A semana começou com altas significativas no preço dos combustíveis em Portugal. A gasolina registrou o maior aumento semanal desde 2022, subindo nove centavos por litro após a aplicação do desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) de três centavos. Inicialmente, o ACP projetava um aumento de 12 centavos na gasolina e de 15 centavos no diesel, mas o desconto governamental reduziu esses aumentos para nove e 12 centavos, respectivamente. O preço médio ficou em 2,112 euros por litro para a gasolina e 2,139 euros para o diesel.
Os preços dos combustíveis continuam sendo impactados pela guerra no Oriente Médio, com os Estados Unidos, Israel e o Irã envolvidos em ataques militares na região. O conflito levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural, causando graves alterações nos preços. A última vez que se verificou um aumento semanal semelhante na gasolina foi em março e junho de 2022, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com aumentos de cerca de 10 centavos por litro.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o Governo se comprometeu a aplicar uma redução extraordinária e temporária no ISP sempre que o aumento dos combustíveis supere 10 centavos, para mitigar a escalada de preços. Essa redução tem efeito cumulativo a cada semana. De acordo com uma estimativa do Conselho das Finanças Públicas, o desconto extraordinário no ISP vai retirar da receita fiscal do Estado 777 milhões de euros.
Além do ISP, o executivo de Luís Montenegro avançou com medidas adicionais, incluindo a liberação de até 10% das reservas estratégicas de combustível do país, numa ação conjunta com os países da Agência Internacional de Energia. Mais recentemente, o Governo criou uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, que taxará em 33% os lucros extraordinários das empresas dos setores de petróleo bruto e de refinação.




