O núcleo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma reformulação no momento em que ele busca o quarto mandato. A dinâmica da campanha eleitoral e investigações da Polícia Federal que atingiram aliados forçaram mudanças e promoveram um reequilíbrio de forças.
O grupo com ligação maior ao presidente é formado pelo presidente do PT e coordenador do comitê de reelection, Edinho Silva; pelo ex-presidente Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo; pelo ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social); e por Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo.
Também se reaproximaram o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, e Gilberto Carvalho, responsável pela agenda do presidente. Nomes como o ex-governdor Wagner e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se distanciaram do núcleo próximo a Lula.
Na área econômica, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além do presidente, participavam desse reequilíbrio de forças. A proximidade de Wagner e Gleisi com investigações da PF pode explicar o afastamento desses nomes do círculo íntimo do presidente.




