A Universidade de Coimbra está reforçando sua atratividade internacional e bateu um recorde histórico com 2.231 estudantes estrangeiros no ano letivo anterior, número que será ultrapassado este ano com mais de 2.300 estudantes de mobilidade provenientes de 120 países. O Vice-Reitor para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva, destacou que a dinâmica de internacionalização é quase imparável, com recordes históricos batidos ano após ano.
No que diz respeito aos países de língua portuguesa, a língua portuguesa predomina na Universidade de Coimbra, com mais de 3.000 estudantes brasileiros, muitos dos quais optam pela Faculdade de Direito, uma vez que os sistemas jurídicos lusófonos são de matriz portuguesa e foram frequentemente elaborados por mestres dessa faculdade. O Vice-Reitor referiu especificamente o caso de Macau, cujo ordenamento jurídico foi desenvolvido por figuras como Paulo Mota Pinto, no código civil, e Figueiredo Dias, no código penal, mantendo a instituição um acordo de cooperação com a Universidade de Macau há mais de 40 anos.
Cabo Verde representa outro polo de ligação na área da Medicina, através de um acordo de cooperação entre os dois Estados que permite aos futuros médicos cabo-verdianos passar dois anos da sua formação em Coimbra, no âmbito do mestrado integrado. Calvão da Silva defendeu que a Universidade continua muito forte no mundo da língua portuguesa e que a instituição tenta replicar esse modelo em outras latitudes.
O Vice-Reitor manifestou o desejo de ter mais alunos dos países africanos de língua portuguesa, lamentando que muitos não tenham condições para estar em Coimbra, apesar de beneficiarem de mensalidades mais baixas do que outros estudantes internacionais. Informou ainda que não é possível fazer reserva de vagas por uma questão de equidade e igualdade de oportunidades, já que os candidatos concorrem entre si.




