O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa rejeitou um despacho do ex-diretor nacional da Polícia Civil, Luís Neves, que reivindicou para uso operacional da instituição dezenas de bens apreendidos num megaprocesso contra o tráfico de drogas. A juíza considerou o despacho nulo, abrangendo objetos como sofás, equipamentos de academia e televisores.
Luís Neves, conhecido como Xuxas, assinou o despacho reivindicando estes bens para a Polícia Civil, mas a defesa dos réus questionou a legalidade desta decisão. A Polícia Civil confirmou que continua utilizando os bens em causa, apesar da decisão judicial que anulou o despacho.
A defesa dos réus no processo de tráfico de drogas anunciou que vai pedir ao tribunal que realize uma auditoria à situação, de forma a esclarecer a legalidade do uso destes bens pela Polícia Civil e as circunstâncias que levaram à anulação do despacho.
O megaprocesso envolve acusações graves de tráfico de drogas, e a questão dos bens apreendidos se tornou num novo ponto de litígio entre as partes, com o tribunal a se pronunciar agora contra a transferência dos bens para uso operacional da polícia.




