A riqueza global continua a crescer mais rapidamente do que a economia real, um fenômeno que está reforçando os desequilíbrios que têm se acumulado nas principais economias mundiais. Esse divórcio entre o crescimento da riqueza e o da atividade econômica real tem sido uma tendência persistente nos últimos anos, com implicações significativas para a distribuição de recursos e a estabilidade econômica global.
O relatório que sustenta essas conclusões destaca que o abismo entre o crescimento da riqueza e o desempenho da economia real representa um desafio estrutural para formuladores de políticas e instituições financeiras internacionais. Essa dinâmica levanta questões sobre a sustentabilidade de um modelo em que os ativos financeiros e outros componentes da riqueza crescem sem correspondência no crescimento da produção e do emprego.
No caso específico de Portugal, registra-se um crescimento da riqueza líquida das famílias, o que se enquadra nessa tendência global de expansão da riqueza. No entanto, esse crescimento não se tem traduzido necessariamente em uma dinamização proporcional da economia real portuguesa, mantendo-se a preocupação com a desconexão entre esses dois indicadores econômicos.



