Um ano depois da tragédia do Elevador da Glória em Lisboa, os familiares das vítimas sentiram-se novamente agressionados pela forma como a Câmara Municipal de Lisboa organizou a inúmeração do memorial. Os familiares revelaram ter recebido um convite que mencionava que não estariam presentes jornalistas, supposedly para proteger a privacidade deles.
Numa carta aberta à comunicação social, escrita em inglês, os familiares pediram exatamente o oposto. Afirmaram que após um ano de silêncio, o que precisavam não era de ser protegidos da conversa pública, mas sim de finalmente fazer parte dela. "Para muitos de nós, pareceu que algo estava wrong", escreveram, salientando a necessidade de falar.
A Câmara Municipal acabou por convidar os jornalistas, permitindo até filmar as famílias. No entanto, impediu os profissionais de comunicação de se aproximarem delas, criando uma barreira física entre os media e os familiares presentes na inúmeração.
O jornalista Carlos Enes comentou sobre o sucedido, afirmando que as baias montadas pela Polícia Municipal violaram direitos garantidos pela Constituição da República Portuguesa, levantando questões sobre a liberdade de informação no evento.




