De acordo com o último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), referente ao período de 01 de janeiro a 31 de agosto, a área queimada este ano em Portugal é a quinta maior da década, com 67.130 hectares queimados em 6.910 incêndios florestais. No entanto, esse valor representa uma diminuição de cerca de 73% em relação ao mesmo período de 2025, quando queimaram menos 187.046 hectares, embora tenham deflagrado mais 434 incêndios, um aumento de 6,7%.
O documento indica que, comparando com a média dos últimos 10 anos, foram registrados menos 15% de incêndios florestais e menos 25% de área queimada. As causas principais dos incêndios investigados são as queimadas e queimadas controladas, responsáveis por cerca de um terço dos casos, seguidas de incendiarismo com 19% e reignições com 9%. Dos 6.910 incêndios registrados, 6.024 já foram investigados.
Até 31 de agosto, ocorreram 68 grandes incêndios, com área queimada igual ou superior a 100 hectares, que resultaram em 55.370 hectares queimados, representando cerca de 82% do total. Os maiores incêndios do ano foram os de Vouzela, em Viseu, com 12.804 hectares consumidos, e o de Valpaços, em Vila Real, com 11.619 hectares. O mês de julho foi o mais crítico, com 1.571 incêndios e 37.119 hectares queimados.
Os distritos mais afetados em área queimada foram Vila Real com 16.794 hectares, Bragança com 13.084 hectares e Viseu com 8.526 hectares. Em contrapartida, os distritos com maior número de incêndios foram o Porto com 1.088, Braga com 668 e Vila Real com 630, embora estes sejam predominantemente de pequena dimensão.




