A Rede Expressos, controlada pelo Grupo Barraqueiro, anunciou que vai permitir o acesso da concorrente FlixBus ao terminal rodoviário de Sete Rios a partir do próximo dia 24 de setembro, data a partir da qual a empresa alemã poderá operar 21 horários. A empresa portuguesa justifica que só pode dar acesso após a FlixBus obter as autorizações necessárias do regulador, condições que deverão ser cumpridas neste mês.
A FlixBus, que tem acusado a Rede Expressos de atrasar o acesso ao terminal, entrou com uma ação judicial contra a empresa e seus gestores, reclamando que a decisão de março do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa não foi cumprida. A empresa alemã informa que não resta outra alternativa senão avançar com a ação executiva da sentença e apresentar uma denúncia criminal contra os gestores da Rede Expressos para assegurar o cumprimento efetivo da decisão judicial.
A FlixBus alega perdas superiores a 12 milhões de euros devido ao "bloqueio" no terminal de Sete Rios e destaca que, quase seis meses após a decisão do tribunal, continua sem acesso efetivo. A empresa alemã afirma que a Rede Expressos tem impuesto condições sucessivas ao cumprimento da decisão, sendo que a mais recente consiste em fazer depender o acesso do levantamento da suspensão das autorizações para novas linhas, determinada pelo IMT. A FlixBus reforça que não há garantia de entrada no dia 24 de setembro, prova disso é que ainda não há qualquer viagem da empresa à venda de e para este terminal.
Controlada pelo Grupo Barraqueiro, a Rede Expressos opera sua própria rede de ônibus e é a entidade gestora do terminal de Sete Rios, junto ao Jardim Zoológico de Lisboa. Este mecanismo surgiu em 2003 através de um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa, dona do terreno, e a RNE. Em 2017, a FlixBus, empresa fundada em Munique em 2011, pediu autorização para operar no mesmo terminal, mas tem enfrentado a recusa da RNE, levando o assunto até o tribunal.




