Annalena Baerbock alerta que ONU não sobreviverá a era de fragmentação sem reforma
Mundo

Annalena Baerbock alerta que ONU não sobreviverá a era de fragmentação sem reforma

SAPO Notícias3 de setembro de 2026 às 19:35

A presidente cessante da Assembleia- Geral da ONU, Annalena Baerbock, advertiu que a organização não sobreviverá à atual era descrita como "tão fragmentada" sem uma reforma profunda. O alerta foi deixado a cerca de uma semana antes de ela deixar o cargo.

Baerbock enfatizou que a ONU enfrenta desafios sem precedentes devido ao cenário geopolítico atual, caracterizado por profundas divisões entre os países-membros. Segundo ela, a organização precisa passar por mudanças estruturais significativas para conseguir responder aos conflitos e crises globais.

A saída de Baerbock da presidência da Assembleia-Geral marca o fim de um mandato marcado por tentativas de diálogo em meio a tensões internacionais crescentes. Seu sucessor terá a tarefa de dar continuidade ao trabalho de reformulação da instituição multilateral.

Notícias relacionadas

Mundo

Cinco anos depois de Cabul, o Afeganistão continua à espera

Cinco anos após a tomada de Cabul pelos talibãs em agosto de 2021, o Afeganistão permanece em grande parte ausente do escrutínio internacional, apesar das consequências profundas da retirada ocidental. O país continua a ser o único onde mulheres e raparigas estão excluídas do ensino, com 2,4 milhões impedidas de estudar, e enfrenta uma crise humanitária com mais de 22 milhões de pessoas necessitando de assistência. O artigo argumenta que a intervenção militar do Ocidente falhou não apenas na sua execução, mas na construção de instituições que pudessem sobreviver à sua partida, e que a responsabilidade ocidental não terminou com a retirada das tropas. Defende um envolvimento diplomático sem legitimação do regime talibã, apoio humanitário e à sociedade civil, garantindo oportunidades educativas para raparigas, enquanto reconhece que o futuro do Afeganistão deve ser decidido pelos próprios afegãos.

Jornal Económico04/09/26, 00:13
Mundo

Cuidar da saúde ou cuidarem-nos da saúde? Eis a questão

Um artigo de opinião analisa os desafios do sistema de saúde em Portugal, questionando se o problema se resume à falta de médicos. O texto argumenta que tanto o setor público quanto o privado enfrentam dificuldades crescentes de acesso, e sugere que parte do problema reside na organização dos recursos, na burocracia excessiva e no comportamento dos usuários, que tendem a utilizar os serviços de saúde de forma mais frequente mesmo quando não é necessário. O autor defende que são necessárias melhor gestão, maior letramento em saúde, processos mais eficientes e maior responsabilidade individual para enfrentar a pressão crescente sobre o sistema.

Jornal Económico04/09/26, 00:11
Mundo

Mais crianças do que mulheres em casas-abrigo

Pela primeira vez em Portugal, o número de crianças acolhidas em casas-abrigo devido a situações de violência doméstica ultrapassou o número de mulheres, tornando-se a maior fatia de vítimas atendidas nestes equipamentos. Este dado representa uma mudança significativa no perfil das vítimas de violência doméstica e levanta questões sobre o impacto da violência familiar nas crianças e a eficácia dos mecanismos de proteção e identificação precoce destes casos.

Observador04/09/26, 00:10
Mundo

«Na Jornada Mundial da Juventude queríamos sentar à mesa responsáveis ukrainianos e russos»: Cardeal D. Américo Aguiar

O Cardeal D. Américo Aguiar analisou o conflito na Ucrânia e os bombardeamentos contínuos a civis em Kiev, manifestando preocupação com a "normalização da guerra" e o impacto do ódio em futuras gerações. O Cardeal lembrou que durante a Jornada Mundial da Juventude quiseram sentar à mesa responsáveis ukrainianos e russos para promover o diálogo e a paz.

Now04/09/26, 00:04