PS questiona o Governo sobre quem fica de fora da PSU e critica trabalho social exigido aos jovensFoto de michelle guimarães no Pexels
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PS questiona o Governo sobre quem fica de fora da PSU e critica trabalho social exigido aos jovens

Eco3 de setembro de 2026 às 13:01

O grupo parlamentar do Partido Socialista enviou uma nova carta ao Governo questionando as "potenciais limitações" no acesso à proteção social implicadas na nova Prestação Social Única (PSU). O bloco liderado por Eurico Brilhante Dias mostra-se preocupado com possíveis restrições no acesso à prestação e com a potencial redução do apoio garantido a alguns beneficiários. A carta de nove páginas foi enviada ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

Os socialists alertam que o acesso à PSU será "muito mais limitado" do que o previsto para os subsídios que são substituídos, como o seguro-desemprego social e o de parentalidade. Questionam, por exemplo, se famílias onde exista um cônjuge trabalhando poderão ser excluídas da rede social básica. Quanto aos valores, o PS sublinha que hoje o seguro-desemprego social equivale "quase sempre a 100% ou 80% do IAS", enquanto a PSU corresponderá a 50% do IAS, o que pode representar perdas significativas para algumas famílias.

O PS critica ainda a exigência de trabalho social aos beneficiários, nomeadamente a majoração do tempo de disponibilidade para os menores de 25 anos e para a generalidade dos titulares a partir da terceira renovação. Os jovens que não trabalhem nem estudem, e não tenham incapacidade, podem ter de cumprir até 20 horas de trabalho social para ter acesso à PSU, mais cinco horas do que é exigido aos demais. Os socialists questionam também o racional da taxa de participação e a sua relação com as políticas ativas de emprego.

A Prestação Social Única é um apoio mensal que visa assegurar aos titulares e famílias recursos para satisfação das necessidades mínimas, concentrando e substituindo 13 apoios sociais hoje existentes. Embora as regras já estejam publicadas, a medida só chegará ao terreno no final do ano. A esquerda uniu-se e pediu a apreciação parlamentar do decreto-lei que criou a PSU, o que significa que poderá ainda ser revista na Assembleia Nacional.

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