O grupo parlamentar do PS criticou a exclusão do Algarve das seis grandes áreas empresariais estratégicas que o Governo pretende criar no país para captar investimento estrangeiro. Na pergunta dirigida ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, os deputados petistas questionaram os critérios utilizados para a escolha das localizações e exigiram esclarecimentos sobre os requisitos técnicos, territoriais, ambientais, logísticos e de infraestrutura que os territórios terão de cumprir.
As seis áreas foram anunciadas pelo ministro em julho, estando previstas duas no Norte, duas no Centro, uma na Área Metropolitana de Lisboa e uma no interior do Alentejo. Castro Almeida justificou a medida com a existência de empresas multinacionais interessadas em investir em Portugal, mas que optam por outros países devido à falta de terrenos adequadamente infraestruturados. A Global Parks, empresa da AICEP, será a promotora das áreas, cabendo às CCDR a definição das localizações e ao Governo o financiamento das obras.
Também Vítor Neto, presidente do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, manifestou surpresa diante da exclusão, considerando que o peso econômico da região na economia nacional deveria ser considerado. Contudo, o diputado do Algarve Cristóvão Norte garantiu que o processo ainda não está fechado, afirmando que o ministro apresentou as seis áreas "a título meramente




