Este artigo é uma crítica pessoal a Clara Ferreira Alves, apresentada como "A Figura do Dia". O autor a descreve como alguém que escreve muito bem, mas que simultaneamente o irrita profundamente. A peça usa o termo "percevejos" (barbeiros) no título como metáfora para a sua subjetividade.
O autor caracteriza Clara Ferreira Alves através de uma série de adjetivos contraditórios. Considera-a culta, mas esnobe; brilhante, mas presunçosa; referencial, mas com uma arrogância que compara à soberba. Descreve-a ainda como simultaneamente eterna e luminosa, mas também sombria e pedante.
O texto critica particularmente o seu cosmopolitismo, que o autor qualifica como "novos ricos", sugerindo uma tentativa de aparentar elegância e sofisticação que considera superficial. A peça revela um tom de admiração relutante, onde o autor reconhece as qualidades de Clara Ferreira Alves enquanto expressa frustração com os seus defeitos percebidos.




