Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro promoveu debate sobre oportunidades do acordo entre Mercosul e União EuropeiaFoto de Uiliam Nörnberg no Pexels
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Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro promoveu debate sobre oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia

Agência Incomparáveis2 de setembro de 2026 às 20:21

A Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro promoveu, em parceria com as Câmaras de Comércio de França, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Itália e Luxemburgo, um debate sobre as oportunidades e perspetivas do acordo Mercosul-União Europeia. O evento decorreu no dia 25 de agosto, na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, cerca de quatro meses após a entrada em vigor provisória do acordo, reunindo inúmer, especialistas e representantes das diferentes Câmaras de Comércio europeias para analisar os impactos do novo enquadramento comercial.

Negociado ao longo de quase 30 anos, o acordo abrange um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de aproximadamente 22,4 biliões de dólares, constituindo uma das maiores zonas de comércio livre do mundo e o maior acordo comercial já celebrado pelo Mercosul. Jean-Michel Lang, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil do Rio de Janeiro, realçou a importância de transformar as oportunidades previstas no acordo em negócios, investimentos e parcerias concretas.

O debate centrou-se em três setores principais: energia, equipamento industrial e agronegócio. No setor energético, moderado por Creuza Coelho, presidente da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro, participaram representantes da Fluxys, FGV Europe, CBIE e Galp. No equipamento industrial, Pedro Becker da Jungheinrich apontou que os produtos europeus podem reforçar a sua posição face à concorrência asiática, cujos preços podem ser até 30% inferiores. No agronegócio, a discussão incidiu sobre a necessidade de aumentar a produtividade e os desafios da logística, considerada um dos principais fatores de encarecimento das mercadorias brasileiras.

Os participantes consideraram que o acordo representa um avanço na aproximação entre os dois continentes, através de uma maior convergência jurídica e regulamentar. Foi também salientada a importância de políticas públicas adequadas para reforçar a segurança jurídica e criar condições mais favoráveis à entrada de investimento estrangeiro no Brasil. O encontro permitiu uma análise dos efeitos do acordo em diferentes áreas da economia, colocando em discussão tanto as oportunidades de expansão comercial e investimento, como os desafios relacionados com competitividade, produtividade e adaptação às novas condições do mercado.

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