Portugal, o país da papeladaFoto de Sıla Deniz Göktaş no Pexels
Negócios

Portugal, o país da papelada

Jornal Económico3 de setembro de 2026 às 00:08

A burocracia em Portugal representa um custo elevado, não apenas financeiro, mas também jurídico e econômico. O artigo argumenta que constitui um dos mais persistentes custos de contexto que condicionam a competitividade do país, desviando recursos da atividade produtiva e reduzindo a eficiência das organizações.

O problema em Portugal é descrito como mais profundo, pois existe uma confusão entre rigor e formalismo. A exigência sucessiva de declarações, certidões, autenticações e comprovantes, frequentemente relativos a fatos já conhecidos ou facilmente verificáveis, revela uma cultura em que a forma prevalece sobre a substância. Essa realidade não é exclusiva da Administração Pública, sendo também reproduzida por entidades privadas em setores altamente regulados.

O artigo identifica que ainda hoje existem instituições que recusam documentos assinados digitalmente ou exigem formalidades adicionais que a lei não impõe, não por necessidade legal, mas porque os procedimentos internos nunca foram revisados. A burocracia alimenta-se de uma combinação de inércia, excesso de zelo e resistência à mudança, onde se exige uma nova declaração porque ninguém quer assumir a responsabilidade de dispensá-la.

Os efeitos econômicos e jurídicos são significativos, incluindo atrasos em investimentos, aumento de custos de transação, desperdício de horas de trabalho e enfraquecimento do princípio da boa administração. O artigo conclui que enquanto Portugal continuar a medir o rigor pelo número de documentos exigidos em vez da qualidade das decisões, a burocracia permanecerá intacta, transformando procedimentos simples em processos complexos.

Notícias relacionadas

Negócios

Novo 'retail park' inaugurado na cidade de Beja

O novo retail park Beja Jardim, situado na saída da cidade de Beja para Serpa e promovido pelo Grupo Névoa, foi inaugurado na quinta-feira, dia 3, às 9h00. O espaço comercial reúne diversas lojas, incluindo Normal, Opticenter, Vilanova, Seaside, Action, Rádio Popular, Pluricosmética e Mercadona, que abriu portas no mesmo dia. O Grupo Névoa explicou que o projeto traduz a sua aposta no desenvolvimento de espaços que geram valor para os territórios, contribuindo para a dinamização econômica e social da região e para a criação de novas dinâmicas de proximidade entre a atividade comercial e as comunidades locais. O diretor-geral Luís Sousa Ribeiro salientou que a forte adesão desde a abertura confirma a relevância do investimento e a ambição do grupo de continuar a contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Correio Alentejo03/09/26, 01:00
Negócios

Vamos ao trabalho

Apesar de a Bulgária possuir a economia mais fraca entre os 27 países da União Europeia, os búlgaros estão determinados a melhorar suas condições de trabalho e produtividade, buscando competir melhor no contexto europeu.

Correio da Manhã03/09/26, 00:30
Negócios

O principal acordo de energia, dominância no hemisfério

Com a transição do controle operacional dos campos petrolíferos venezuelanos para operadores ocidentais, abre-se uma nova perspectiva para a recuperação econômica do país. Este acordo de energia representa uma mudança significativa na dominância do setor no hemisfério, permitindo que a Venezuela, historicamente dependente de suas vastas reservas de petróleo, possa atrair investimentos estrangeiros e tecnologia ocidental para revitalizar sua indústria petrolífera e, consequentemente, sua economia.

Observador03/09/26, 00:11
Negócios

Portugal: o porto seguro que a Europa precisa

Portugal apresenta-se como um destino seguro para investidores na Europa, tendo construído uma almofada financeira que oferece maior proteção em comparação com outros Estados-membros num contexto de juros elevados. A mensagem para potenciais investidores é clara quanto à solidez económica do país.

Observador03/09/26, 00:07