Ministra do Meio Ambiente admite falhas no início do Sistema Volta: "Estamos num processo de transição"Foto de Luan Albarracin no Pexels
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Ministra do Meio Ambiente admite falhas no início do Sistema Volta: "Estamos num processo de transição"

oRegiões2 de setembro de 2026 às 13:30

A ministra do Meio Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reconheceu a existência de entraves na fase inicial do Sistema Volta, o novo mecanismo de depósito e reembolso de embalagens em vigor desde abril de 2026. A partir de Bruxelas, a governante assumiu tratar-se de um processo complexo, mas garantiu que as irregularidades reportadas estão sendo analisadas e resolvidas caso a caso.

Entre os principais problemas identificados, destaca-se a falta de pontos de coleta, com a ministra sublinhando a urgência de instalar mais máquinas, especialmente de grande capacidade, para atender à demanda e conter o acúmulo e o abandono de embalagens na via pública. Está também em estudo a colocação de recipientes específicos anexos aos contêineres de resíduos para evitar que pessoas revirem o lixo em busca de embalagens para obter o reembolso. No setor de hotelaria e restauração, decorrem reuniões para agilizar e simplificar a aplicação do sistema, enquanto os entraves logísticos em festivais já foram superados.

A fiscalização do sistema é compartilhada entre a SDR Portugal, associação sem fins lucrativos que gere o sistema, e as prefeituras, sendo a articulação com os municípios considerada vital para definir a localização estratégica dos equipamentos de coleta.

O Sistema Volta abrange garrafas de plástico e latas de uso único até três litros, aplicando um depósito de 10 cêntimos devolvido ao consumidor na entrega. A urgência da medida reflete-se na pesada conta do país por descumprimento de metas europeias, com Portugal tendo pago cerca de 200 milhões de euros no último ano devido a plástico não reciclado, acumulando uma despesa de 600 milhões de euros nos últimos três anos.

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