Riqueza das famílias por habitante em Portugal contraria recorde global e cai 1,6% em 2025Foto de Kampus Production no Pexels
Negócios
Инвестиции

Riqueza das famílias por habitante em Portugal contraria recorde global e cai 1,6% em 2025

Eco2 de setembro de 2026 às 13:03

A riqueza líquida das famílias por habitante em Portugal baixou 1,6% entre 2024 e 2025, segundo o estudo The Global Balance Sheet 2026: Imbalance and Divergence, do McKinsey Global Institute. Esta evolução negativa contrariou o recorde alcançado a nível global, onde a riqueza das famílias atingiu um máximo histórico de 570 biliões de dólares. O caso português é particularmente surpreendente por ter ocorrido num contexto de boom da bolsa portuguesa e de redução da dívida pública em cerca de quatro pontos percentuais do PIB.

O estudo indica que o endividamento das famílias portuguesas cresceu a um ritmo mais acelerado do que os seus ativos, o que terá impedido os portugueses de beneficiarem dos ganhos bolsistas. Embora o património financeiro das famílias portuguesas tenha mais do que duplicado entre 2005 e 2025, impulsionado por maior participação em empresas e fundos de investimento, a maioria do património continua alocada a depósitos e certificados, produtos com retornos mais reduzidos.

A nível global, o crescimento da riqueza das famílias levantou questões sobre a sua solidez e estabilidade, uma vez que apenas 20% desse crescimento resultou da formação de novo capital produtivo. A riqueza cresceu mais rapidamente do que o PIB, e o balanço global aproximou-se de 1,8 mil biliões de dólares.

O McKinsey Global Institute alerta ainda que as principais economias mundiais seguem trajetórias cada vez mais divergentes em termos de crescimento, dívida e produtividade. Relativamente à Europa, o instituto defende que a região se aproxima de um cenário de estagnação secular, marcado por produtividade estagnada e investimento insuficiente, apesar de elevados níveis de poupança, o que pode afetar a sua competitividade futura.

Notícias relacionadas

Negócios

Tekever comprou empresa de engenharia no Reino Unido

A Tekever acquired uma empresa de engenharia sediada em Edimburgo, no Reino Unido, que desenvolveu uma tecnologia inovadora de transmissão hidráulica para propulsão aeroespacial. Esta tecnologia permite que sistemas aéreos não tripulados (UAS) transportem cargas úteis mais pesadas por distâncias maiores do que as plataformas convencionais, representando um avanço significativo nas capacidades de drones e veículos aéreos não tripulados.

Região de Leiria02/09/26, 15:28
El presidente de los azulejeros advierte al ministro de Industria: "Si no somos competitivos, no hay ningún futuro"
Negócios

El presidente de los azulejeros advierte al ministro de Industria: "Si no somos competitivos, no hay ningún futuro"

O presidente da associação de fabricantes de cerâmica espanhola, Ismael García Peris, avaliou a visita do ministro da Indústria, Jordi Hereu, à sede da Ascer. Durante o encontro, não foram anunciadas novas medidas para resolver os desafios do setor, mas ficou evidente a intenção de reclamar perante os líderes da União Europeia decisões que beneficiem estas empresas, com o aviso de que sem competitividade não há futuro para o setor.

El Periódico Mediterráneo - General02/09/26, 15:24
Negócios

Salgado, Morais Pires e Rioforte visados por ex-sócio francês do BES em ações de mil milhões

O grupo francês Crédit Agricole moveu duas ações judiciais contra Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e a Rioforte (braço não financeiro do GES) no Tribunal da Comarca de Lisboa, em julho, num valor total superior a mil milhões de euros. O banco francês pede 855 milhões de euros e a seguradora Predica, também do mesmo grupo, exige 152,8 milhões de euros. O Crédit Agricole foi um dos principais aliados da família Espírito Santo na recuperação do controlo do BES nos anos 90, chegou a ser o segundo maior acionista com mais de 20%, mas afastou-se meses antes da queda do banco em 2014, quando foi aplicada uma medida de resolução pelo Banco de Portugal.

Eco02/09/26, 15:22
Negócios

B-Parts investe na expansão em Matosinhos e quer contratar mais 10% de trabalhadores até o fim do ano

A B-Parts, empresa portuguesa com sede no Porto especializada na venda online de peças de automóvel usadas, anunciou planos de aumentar a sua equipe em cerca de 10% até o final de 2026, tendo duplicado a área das suas instalações em Matosinhos para acompanhar a expansão. O reforço surge após um crescimento de 17% no número de colaboradores no último ano e visa dar resposta à entrada em novos mercados, com vagas sobretudo nas áreas de B2B, Vendas e Dados. A empresa procura profissionais com experiência em mercados internacionais e fluência em idiomas como o italiano e o polonês. Fundada no Porto, a B-Parts conta com um catálogo de cerca de 15 milhões de peças em estoque, provenientes de centros de abate em 10 países europeus e nos Estados Unidos, realizando entregas em mais de 160 países.

Jornal Económico02/09/26, 15:20