A Bolsa de Lisboa estava no meio da sessão no vermelho, com o índice PSI caindo 0,56% para 9.425,23 pontos, contrariando a abertura positiva. As maiores quedas foram registradas na EDP Renováveis, que caiu 2,54% para 13,42 euros, seguida pela EDP com uma desvalorização de 1,19% para 4,66 euros, e pela Mota-Engil que quebrou 0,92% para 4,76 euros. Entre as empresas que estavam no vermelho estavam ainda os CTT, a Corticeira Amorim, a Altri, a NOS, a Navigator, a Galp Energia e a Ibersol, enquanto a Teixeira Duarte e a Jerónimo Martins negociavam em terreno positivo.
As principais bolsas europeias seguiam também no vermelho, com o DAX alemão caindo 0,84% para 25.741,14 pontos, o CAC 40 francês desvalorizando 0,69% para 8.244,36 pontos, e o FTSE 100 britânico quebrando 0,63% para 10.721,54 pontos. O AEX dos Países Baixos desceu 0,48%, o IBEX 35 espanhol desvalorizou 0,34% e o FTSE MIB italiano caiu 0,53%. O comportamento das bolsas era influenciado pelo medo de alta das taxas de juros em setembro, tanto na Zona Euro quanto nos Estados Unidos.
O petróleo estava negociando em alta, com o brent subindo 0,49% para 95,11 dólares e o crude valorizando 0,18% para 90,38 dólares. A alta se devia aos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, que ocorreram entre terça-feira e quarta-feira (1 e 2 de setembro). O Comando Central militar norte-americano confirmou ter realizado ataques contra alvos militares iranianos, incluindo instalações de defesa aérea e sistemas de radar, e o Irã respondeu atacando bases norte-americanas na Jordânia, no Bahrein, no Kuwait e no Iraque com drones e mísseis.
A moeda europeia estava caindo 0,17% frente ao dólar para 1,15717 dólares e subindo 0,06% frente à libra para 1,15717 libras. O research do Millennium informou que as ações europeias recuavam devido às perspectivas para a inflação após o reacendimento dos conflitos no Oriente Médio, que fazia subir os preços do petróleo e elevava a probabilidade de novos aumentos das taxas de juros.




