Os novos recrutas da Defesa: startups e PMEFoto de Bombeiros MT no Pexels
Negócios

Os novos recrutas da Defesa: startups e PME

Eco2 de setembro de 2026 às 11:50

O artigo aborda a possibilidade de startups e pequenas e médias empresas (PME) entrarem no setor de defesa, tradicionalmente dominado por grandes conglomerados industriais, chamados empresas "prime". Embora essas empresas de maior dimensão continuem a ser a espinha dorsal da base industrial de defesa, as empresas de menor porte podem ter um papel decisivo na cadeia de valor, especialmente em domínios como inteligência artificial, drones, cibersegurança e computação quântica, com tecnologias de duplo uso.

O modelo proposto se baseia em uma relação de simbiose entre empresas grandes e pequenas: as empresas "prime" funcionam como âncoras do sistema, podendo incorporar e ampliar as soluções desenvolvidas pelas startups, enquanto estas encontram nos grandes grupos parceiros com capacidade para levar suas tecnologias ao mercado de defesa. As grandes empresas internacionais podem ainda funcionar como portas de entrada para cadeias de valor internacionais.

No entanto, a entrada no setor enfrenta dificuldades significativas, incluindo licenciamentos, certificações, requisitos técnicos e de segurança. O nó crítico, segundo o artigo, é o acesso ao financiamento. Um estudo da Comissão Europeia de 2024 identificou que as PME europeias do setor de defesa enfrentam um déficit de financiamento por capital próprio de cerca de 2 bilhões de euros em média, e que aproximadamente 40% considera o acesso ao financiamento difícil ou muito difícil.

A nível europeu, estão sendo implementados programas de apoio como o AGILE, o EUDIS e o Conselho Europeu de Inovação, que passa a financiar tecnologias de duplo uso com recursos de até 2,5 milhões de euros e investimentos em capital próprio de até 30 milhões de euros por empresa. O artigo destaca que Portugal reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade, incluindo competências industriais com potencial de duplo uso, talento em engenharia e um ecossistema de inovação tecnológica em crescimento.

Notícias relacionadas

Negócios

Tekever comprou empresa de engenharia no Reino Unido

A Tekever acquired uma empresa de engenharia sediada em Edimburgo, no Reino Unido, que desenvolveu uma tecnologia inovadora de transmissão hidráulica para propulsão aeroespacial. Esta tecnologia permite que sistemas aéreos não tripulados (UAS) transportem cargas úteis mais pesadas por distâncias maiores do que as plataformas convencionais, representando um avanço significativo nas capacidades de drones e veículos aéreos não tripulados.

Região de Leiria02/09/26, 15:28
El presidente de los azulejeros advierte al ministro de Industria: "Si no somos competitivos, no hay ningún futuro"
Negócios

El presidente de los azulejeros advierte al ministro de Industria: "Si no somos competitivos, no hay ningún futuro"

O presidente da associação de fabricantes de cerâmica espanhola, Ismael García Peris, avaliou a visita do ministro da Indústria, Jordi Hereu, à sede da Ascer. Durante o encontro, não foram anunciadas novas medidas para resolver os desafios do setor, mas ficou evidente a intenção de reclamar perante os líderes da União Europeia decisões que beneficiem estas empresas, com o aviso de que sem competitividade não há futuro para o setor.

El Periódico Mediterráneo - General02/09/26, 15:24
Negócios

Salgado, Morais Pires e Rioforte visados por ex-sócio francês do BES em ações de mil milhões

O grupo francês Crédit Agricole moveu duas ações judiciais contra Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e a Rioforte (braço não financeiro do GES) no Tribunal da Comarca de Lisboa, em julho, num valor total superior a mil milhões de euros. O banco francês pede 855 milhões de euros e a seguradora Predica, também do mesmo grupo, exige 152,8 milhões de euros. O Crédit Agricole foi um dos principais aliados da família Espírito Santo na recuperação do controlo do BES nos anos 90, chegou a ser o segundo maior acionista com mais de 20%, mas afastou-se meses antes da queda do banco em 2014, quando foi aplicada uma medida de resolução pelo Banco de Portugal.

Eco02/09/26, 15:22
Negócios

B-Parts investe na expansão em Matosinhos e quer contratar mais 10% de trabalhadores até o fim do ano

A B-Parts, empresa portuguesa com sede no Porto especializada na venda online de peças de automóvel usadas, anunciou planos de aumentar a sua equipe em cerca de 10% até o final de 2026, tendo duplicado a área das suas instalações em Matosinhos para acompanhar a expansão. O reforço surge após um crescimento de 17% no número de colaboradores no último ano e visa dar resposta à entrada em novos mercados, com vagas sobretudo nas áreas de B2B, Vendas e Dados. A empresa procura profissionais com experiência em mercados internacionais e fluência em idiomas como o italiano e o polonês. Fundada no Porto, a B-Parts conta com um catálogo de cerca de 15 milhões de peças em estoque, provenientes de centros de abate em 10 países europeus e nos Estados Unidos, realizando entregas em mais de 160 países.

Jornal Económico02/09/26, 15:20