Com apenas um mês como presidente do Peru, Keiko Fujimori voltou a exigir a possibilidade de governar por decreto para enfrentar o problema da insegurança no país, pedindo poderes semelhantes aos do presidente salvadorenho Nayib Bukele. O pedido ao Congresso peruano suscita apreensões e foi reavivado após um grave incidente na cidade de Trujillo.
Um comando armado se fez passar por policiais em Trujillo para interceptar uma caminhonete. O grupo assassinou quatro pessoas e sequestrou o empresário Jenns Marty Lara Tantaquilla, ligado ao comércio informal do ouro. Quase um dia e meio após o sequestro, atribuído à organização criminosa Los Pulpos, Lara Tantaquilla foi encontrado com vida.
Inicialmente, a polícia afirmou ter liberado o empresário das mãos dos captores. No entanto, o jornal limeño El Comercio revelou que a família de Lara havia negociado diretamente com os sequestradores. As autoridades posteriormente confirmaram a veracidade da revelação jornalística.
Segundo a publicação, os captores integram um clan com três gerações dedicadas à extorsão, ao sicariato e à mineração ilegal, que "perdeu o temor" ao Estado peruano para operar. Fujimori reiterou seu pedido de poderes extraordinários para combater as bandas criminosas, mas a solicitação gera preocupações no Congresso.




