Portugal está testando sistemas automáticos com agentes de inteligência artificial na Administração Pública para processar documentos, detectar fraudes, organizar filas de atendimento e apoiar decisões em áreas como a Seguridade Social, os impostos ou a imigração. As autoridades prometem maior rapidez, redução de papel e menos tempo de espera para os cidadãos.
No entanto, o artigo alerta para um problema fundamental: muitos desses sistemas funcionam como "caixas pretas", ou seja, as decisões que tomam não são facilmente explicáveis ou auditáveis. Já não se trata de meros computadores seguindo ordens, mas de agentes autônomos que decidem sozinhos os próximos passos.
O artigo questiona se a sociedade está preparada para delegar decisões importantes em sistemas que nem os próprios técnicos conseguem explicar completamente. A falta de transparência nesses processos levanta preocupações sobre responsabilização e direitos dos cidadãos.




