O governo de Luiz Inácio Lula da Silva reservou R$ 9 bilhões no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2027 para o reajuste salarial de servidores do Executivo federal. O montante é autorizativo, ou seja, representa um limite máximo que a União poderá utilizar para recomposição salarial do funcionalismo no ano que vem.
A decisão sobre a concessão efetiva do reajuste dependerá da próxima gestão do país. Isso ocorre porque, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um governo não pode criar novas despesas para seu sucessor, limitando a capacidade de Lula de vincular diretamente esses recursos.
Com a reserva dos R$ 9 bilhões, Lula busca sinalizar a intenção de conceder aumentos salariais aos servidores em 2027, caso seja reelsito nas eleições de outubro. O valor representa uma demonstração de prioridade do governo atual para a valorização do funcionalismo público.
O PLOA também reserva R$ 117 milhões para a concessão de reajuste às forças de segurança pública do Distrito Federal e ao Corpo de Bombeiros Militar, indicando que os reajustes devem contemplar também esses segmentos.




