O ministro da Administração Interna, Luís Neves, quebrou o silêncio na Madeira para responder às recentes polêmicas que o envolvem. Num discurso firme, admitiu ter cometido “um ou outro erro” que assumiu “com toda a humildade”, mas recusou categoricamente qualquer intenção de se exonerar, garantindo que não se deixa intimidar por acusações que classifica de falsas e assentadas na “política da suspeita permanente”.
Revisando o seu percurso como responsável pela Direção Nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves defendeu a legalidade de todas as suas decisões, em particular a destinação de bens apreendidos ao crime organizado em benefício das forças de segurança. O ministro argumentou que a utilização desses meios está prevista em lei desde 2007 e foi validada pelas autoridades judiciais, incentivando a PSP e a GNR a seguirem a mesma prática.
Durante a intervenção, o governante dirigiu críticas diretas ao líder do Chega, André Ventura, acusando-o de tentar transformar falhas menores em condutas criminosas inexistentes. Para Luís Neves, o país assiste a uma “agenda do caos” promovida pelo populismo, sustentada em “grandes investigações jornalísticas” que, segundo o próprio, assentam na “inveja e na falsidade” de pessoas que afastou no passado.
O ministro confirmou que estará presente no Parlamento na próxima semana para uma audiência regimental, onde garante estar “totalmente disponível” para responder a todas as questões dos deputados e submeter a sua ação ao escrutínio político e público, descartando qualquer cenário de renúncia diante da pressão política dos últimos dias.




