A investigação sobre suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depende agora de aprovação do Plenário da Corte máxima. De acordo com o regimento interno do STF, cabe ao colegiado principal do Tribunal, composto pelos onze ministros, processar e julgar autoridades como os próprios integrantes da Corte.
As informações que ligam Vorcaro a Moraes estão sendo analisadas pela Procuradoria-Geral da República. Em despacho assinado nesta segunda-feira, o relator do caso, ministro André Mendonça, estabeleceu prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste sobre o relatório da Polícia Federal que detalha as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
Após a manifestação da Procuradoria-Geral da República, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, agendar a data do julgamento do caso pelo Plenário. Ao retirar o sigilo do caso, Mendonça destacou que, independentemente da posição da PGR, o caminho inevitável do caso leva ao Plenário do Supremo.




