O primeiro-Ministro britânico, Andy Burnham, invocou esta terça-feira no Parlamento a sua experiência como presidente da câmara de Manchester para defender a descentralização do poder no Reino Unido e uma maior intervenção em serviços públicos. Burnham afirmou que vai aplicar a todos os regions do país a teoria de crescimento que desenvolveu na Grande Manchester, região que transformou na área urbana com o crescimento mais rápido do Reino Unido.
Burnham prometeu um plano a longo prazo com medidas para um controlo público mais forte sobre serviços essenciais como os transportes, fazendo com que voltem a funcionar em benefício das pessoas e das localidades. Entre as políticas anunciadas, inclui-se o lançamento do maior programa de construção de habitações municipais desde o período do pós-guerra, capacitando as autoridades locais para dinamizarem as suas regiões.
Na sua primeira viagem ao estrangeiro como líder britânico, Burnham visitou Kiev no mês passado para sublinhar o apoio à Ucrânia. O Reino Unido está sob pressão para aumentar as despesas militares em resposta aos desafios da Rússia e da administração de Donald Trump, de forma a cumprir a meta da NATO de 3,5% do produto interno bruto até 2035. Burnham deu a entender que o investimento na Defesa vai aumentar, mas deixou os detalhes para o orçamento, a apresentar em 28 de outubro.
A oposição tem questionado várias medidas, como a criação de um segundo gabinete do primeiroíssimo em Manchester para impulsionar a estratégia de conferir mais poderes aos líderes locais. Burnham foi também obrigado a alterar os planos de libertar antecipadamente alguns criminosos, na sequência de apelos da viúva de um agente da polícia que morreu num atropelamento seguido de fuga.




