As receitas dos cassinos de Macau caíram em agosto pelo terceiro mês consecutivo, tendo o setor arrecadado 21,9 bilhões de patacas (2,34 bilhões de euros), menos 1,2% do que em agosto de 2025. Esta é a primeira vez desde 2021, em plena pandemia de covid-19, que o território registra três meses consecutivos de queda homóloga das receitas de jogos de azar.
Os analistas justificaram estas quedas com o impacto da Copa do Mundo de futebol, que decorreu entre 11 de junho e 19 de julho, reduzindo o orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas de Macau. As receitas já haviam registrado quedas homólogas de 12,1% em junho e de 8,4% em julho.
Macau é o único local na China onde os jogos de azar em cassino são legais, operando seis concessionárias no território. A indústria de jogos de azar fechou 2025 com receitas de 247,4 bilhões de patacas, o valor mais elevado desde 2019, mas o orçamento do governo para 2026 prevê receitas de 236 bilhões de patacas, o que representaria uma queda de 4,61%. O recorde de receitas foi atingido em 2013, com 360,7 bilhões de patacas.
Os cassinos representaram quase metade (47,3%) do Produto Interno Bruto de Macau em 2025, subindo para 74,1% quando se junta o turismo. Os impostos sobre os jogos de azar representaram 84,6% do total das receitas públicas da região nos primeiros sete meses do ano, e os cassinos empregavam cerca de 66.100 pessoas, o equivalente a 17,6% da população empregada.




