A TAP reportou um prejuízo líquido de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre, o que representa um agravamento de 40% face ao mesmo período do ano passado, quando registou perdas de 71 milhões de euros. A companhia aérea foi penalizada por um aumento de 18,7% nos custos com combustível, subida impulsionada pela guerra no Médio Oriente.
Apesar do mau resultado, a TAP conseguiu crescer no número de passageiros e nas receitas. A transportadora transportou 8,2 milhões de passageiros entre janeiro e junho, mais 4,2% do que no período homólogo de 2025, e as receitas de bilhetes cresceram 4,4%, para 1.829,2 milhões de euros. As receitas operacionais totais ascenderam a 2.039,8 milhões de euros, uma variação positiva de 4,3%.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que o forte aumento dos preços do combustível pressionou de forma relevante o desempenho da companhia no segundo trimestre, explicando que o impacto se fez sentir de imediato nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita já estava vendida quando os preços aumentaram.
Os resultados são conhecidos num momento em que a Parpública se prepara para entregar ao Governo o relatório com a apreciação das propostas vinculativas dos grupos Air France-KLM e Lufthansa para a compra de 44,9% da TAP, num processo de privatização de até 49,99% da companhia aérea.




