Portugal é um dos países com maior impacto do PRR no PIBFoto de Farnaz Kohankhaki no Pexels
Negócios
Экономика
Инвестиции

Portugal é um dos países com maior impacto do PRR no PIB

Eco31 de agosto de 2026 às 07:04

Portugal é um dos países que mais tem a ganhar com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo um dos sete países onde a despesa financiada pelo PRR terá um impacto expansionista superior a 0,5% do PIB este ano, segundo um estudo da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia. Apenas a Grécia supera Portugal neste indicador. O Banco de Portugal estima um crescimento de 1,8% este ano e 1,6% no próximo, mas adverte que em 2027 a atividade vai desacelerar devido ao abrandamento do investimento associado ao fim do PRR.

O Conselho das Finanças Públicas corrobora que o investimento vai ressentir-se com o fim da bazuca europeia, com uma progressão de 4,3% em 2026 a abrandar para 1,1% no ano seguinte. No médio prazo, o crescimento deverá estabilizar em torno de 1,6%, refletindo a dissipação dos efeitos temporários e uma contração progressiva do investimento público após o término do PRR.

Em 2021, o Ministério das Finanças estimava que os 16,6 mil milhões de euros de fundos do PRR se transformariam em 23,3 mil milhões de impacto positivo na economia, ou seja, cada euro do PRR geraria 1,4 euros de impacto. Após a reprogramação de 2023, o PRR aumentou para 22,2 mil milhões, e de acordo com a Comissão Europeia, Portugal era o quinto país da UE com maior peso do PRR no PIB em 2026, com um impacto previsto entre 3% e 3,5% do PIB num cenário de alta produtividade.

O comissário europeu Valdis Dombrovskis exortou Portugal a usar a totalidade das verbas do PRR, sobretudo as subvenções. No entanto, em 2026, os 538 milhões de euros em despesa que ficaram por executar representam um risco acrescido para o Orçamento, e o Banco de Portugal alerta que um dos riscos para a economia nacional é precisamente não executar a totalidade das verbas do PRR.

Notícias relacionadas

Negócios

Apple afirma que OpenAI está destruindo provas em processo sobre segredos comerciais

A Apple intensificou sua disputa judicial contra a OpenAI ao apresentar uma nova petição à Justiça nesta segunda-feira, alegando que a empresa de inteligência artificial está destruindo ativamente provas cruciais no processo que a acusa de roubo de segredos comerciais. O caso gira em torno do ex-engenheiro do iPhone Chang Liu, que deixou a Apple em janeiro para trabalhar na OpenAI e supostamente baixou e utilizou esquemas confidenciais de circuitos da Apple em seu novo trabalho. A Apple busca acelerar a produção de provas antes do julgamento, enquanto a OpenAI já havia solicitado o arquivamento do caso.

oglobo31/08/26, 23:35
Negócios

Concurso para segundo helicóptero na Madeira já a caminho

O concurso para a aquisição de um segundo helicóptero para a Madeira está a caminho, anunciou Luiz Neves durante uma visita à região, numa altura em que Albuquerque reagiu com otimismo à notícia. O meio aéreo para a Madeira estava previsto desde o verão de 2025, mas o projeto sofreu sucessivos atrasos ao longo do tempo.

Observador31/08/26, 23:34
Negócios

Por que as cotas dos fundos imobiliários caem?

No programa CBN Dinheiro, o especialista financeiro Marcelo d'Agosto explicou os dois fatores que determinam a queda na cotação dos fundos imobiliários. O primeiro, de caráter geral, está ligado à taxa de juros de longo prazo, especialmente a remuneração do Tesouro IPCA: quando esses juros sobem, o valor das cotas dos fundos imobiliários tende a cair, pois os rendimentos mensais distribuídos pelos fundos se tornam relativamente menos atrativos frente à maior rentabilidade disponível no Tesouro, fazendo com que o preço da cota se ajuste para baixo. O segundo fator é específico de cada fundo e depende de suas características individuais.

cbn31/08/26, 23:32
Negócios

UE suspende importações de carne brasileira a partir desta quinta-feira (3)

A União Europeia suspendeu a partir desta quinta-feira (3) a importação de carne bovina, carne de aves, ovos e mel do Brasil. A Comissão Europeia informou que o Brasil não ofereceu garantias suficientes de que seus produtos cumprem as normas europeias que restringem o uso inadequado de antibióticos na pecuária. A UE afirmou que está trabalhando de maneira construtiva com as autoridades brasileiras para assegurar a conformidade com as exigências, e que as exportações poderão ser retomadas assim que essa conformidade for demonstrada. Uma auditoria europeia sobre as carnes de aves e o mel está em andamento e tem previsão de conclusão na sexta-feira.

cbn31/08/26, 23:30