"Um momento no tempo". Pegadas fósseis lançam nova luz sobre o "Homem Quebra-nozes"Foto de Landiva Weber no Pexels
Ciência

"Um momento no tempo". Pegadas fósseis lançam nova luz sobre o "Homem Quebra-nozes"

CNN Portugal29 de agosto de 2026 às 18:00

Pegadas fossilizadas de um hominídeo com aproximadamente 1,43 milhões de anos, descobertas em Koobi Fora, no Quênia, foram objeto de um novo estudo científico que traz revelações significativas sobre a espécie Paranthropus boisei, conhecida popularmente como o "Homem Quebra-nozes". As pegadas representam um registro extraordinário de um momento específico na evolução humana.

A investigação reanálisou as impressões deixadas por estes antigos ancestrais humanos, oferecendo novas pistas sobre a anatomia, o comportamento locomotor e possivelmente a estrutura social desta espécie de hominídeo que habitou a África Oriental durante o Pleistoceno.

O Paranthropus boisei deve o seu nome comum aos seus grandes molares e à capacidade предполагаемая de processar alimentos duros, como sementes e nozes. As novas evidências das pegadas contribuem para uma melhor compreensão de como estes indivíduos se deslocavam e interagiam com o seu ambiente há mais de um milhão de anos.

O estudo destas pegadas fósseis, descritas como "um momento no tempo", permite aos cientistas visualizar aspectos da vida quotidiana desta espécie extinta, complementando a informação obtida a partir de restos fósseis e contribuindo para uma imagem mais completa da história da evolução humana.

Notícias relacionadas

Ciência

Takhi, o cavalo selvagem que virou símbolo de restauração na Mongólia

O takhi, cavalo-de-Przewalski, é o único cavalo verdadeiramente selvagem do mundo e um símbolo nacional da Mongólia. Descoberto por europeus no final do século XIX, a espécie foi caçada e enviada para zoológicos, até ser declarada extinta na natureza em 1968. A partir da década de 1970, conservacionistas neerlandeses criaram um programa de reprodução em cativeiro, e em 1992 foram reintroduzidos 15 cavalos no Parque Nacional de Hustai. Após um período de adaptação, a população cresceu e hoje existem cerca de 800 animais no país. Os desafios incluem a degradação das estepes causada pelo excesso de animais domésticos — a Mongólia tem 58 milhões de cabeças de gado — e as alterações climáticas. O parque aposta em alternativas econômicas para nômades, como turismo e artesanato, para reduzir a pressão sobre a terra.

Jornal Económico29/08/26, 20:00
Ciência

Trocar o avião pelo navio pode fazer mais pela pegada de uma T-shirt do que mudar de tecido

Um estudo da Concordia University analisou o ciclo de vida completo de T-shirts de algodão e poliéster, descobrindo que a forma mais eficaz de reduzir a pegada de carbono da moda não é escolher o tecido certo, mas sim usar as peças por mais tempo e mudar a forma como são transportadas. Trocar o transporte aéreo pelo marítimo pode reduzir a pegada de carbono de uma T-shirt entre 30% e 60%; dobrar a vida útil de uma peça pode reduzir as emissões associadas a cerca de metade. Isto significa que comprar menos e usar durante mais tempo é mais importante do que simplesmente escolher entre algodão e poliéster. O estudo indica que as maiores oportunidades para reduzir o impacto ambiental da indústria da moda estão em produzir menos roupa, criar peças mais duráveis e, quando possível, substituir o transporte aéreo pelo marítimo.

Jornal Económico29/08/26, 19:53
Mulher australiana dá à luz gémeos sem qualquer laço biológico
Ciência

Mulher australiana dá à luz gémeos sem qualquer laço biológico

Uma mulher de Queensland, na Austrália, deu à luz em novembro de 2025 dois gémeos que partilharam a mesma gestação mas não têm qualquer progenitor biológico em comum. O caso, descrito como único e sem precedentes conhecidos na Austrália, ocorreu depois de a mulher, identificada pelas iniciais DZ, engravidar naturalmente enquanto se submetia simultaneamente a um tratamento de fertilidade para atuar como barriga de aluguer de outro casal. DZ, que já tinha cinco filhos, concordou em setembro de 2024 ser barriga de aluguer para BNJ e DRJ, um casal que tinha recorrido a tratamentos de fertilidade.

ZAP Notícias29/08/26, 18:30
Diversidade genética está a diminuir a um ritmo sem precedentes, mas há réstias de esperança
Ciência

Diversidade genética está diminuindo em um ritmo sem precedentes, mas há vestígios de esperança

Uma equipe internacional de cientistas realizou a análise global mais completa até a data e concluiu que a diversidade genética das populações de espécies selvagens está perdendo-se a um ritmo sem precedentes em todo o mundo. No entanto, os pesquisadores identificaram alguns vestígios de esperança, acreditando que os esforços de conservação podem ainda reverter essa tendência.

SAPO29/08/26, 17:30