A Polícia Judiciária alerta para a necessidade de desconfiar de mensagens não solicitadas, mesmo quando aparentam ser de instituições bancárias credíveis. Os investigadores verificaram que o esquema seguia um padrão já identificado noutras fraudes: utilização de números de telefone não rastreáveis, perfis fictícios em redes sociais para promoção dos esquemas, e contacto direto com as vítimas para recolha de dados pessoais e bancários. A instituição bancária em causa alertou igualmente que nunca solicita a realização de transferências por telefone ou através de links enviados por SMS, recomendando que os clientes contactem diretamente as linhas oficiais de apoio ao cliente através dos canais institucionais. A vítima, um homem de meia-idade, perdeu a totalidade do montante em duas operações distintas, ambas realizadas no mesmo dia. As autoridades sublinham que a rapidez com que estes crimes são perpetrados dificulta frequentemente a recuperação dos fundos transferidos, pelo que se recomenda a imediata comunicação ao banco e às autoridades policiais. O caso está a ser investigado pela Diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária, que aguarda resultados de análise aos registos telefónicos e bancários para identificar os autores. A Diretora-Geral da Caixa Geral de Depósitos veio a público esclarecer que os serviços de apoio nunca solicitam palavras-passe, códigos de verificação ou transferência de valores, pedindo aos clientes que denunciem contactos suspeitos através da linha de apoio oficial ou do site institucional.
Postal do Algarve27/08/26, 15:50