L'Università della Beira Interior, attraverso la Facoltà di Scienze della Salute, ha sviluppato un nuovo trattamento per l'ictus che riduce le lesioni cerebrali e accelera il recupero motorio nei modelli animali. L'ictus rappresenta una delle principali cause di mortalità e incapacità permanente in Portogallo, e questa scoperta è stata guidata dalla ricercatrice Sara Meirinho, in collaborazione con esperti di Spagna e degli Stati Uniti d'America, integrati nell'unità di ricerca RISE-Health.
Il trattamento si basa sull'applicazione nasale di nestorone, una molecola già approvata per scopi contraccettivi, adattata per la fase acuta dell'ictus ischemico. Questa via di somministrazione aggira la barriera ematoencefalica e la degradazione epatica, permettendo al farmaco di raggiungere direttamente il tessuto nervoso colpito. Gli studi di laboratorio pre-clinici hanno dimostrato che una singola dose somministrata poco tempo dopo l'episodio ischemico limita sostanzialmente l'estensione delle lesioni neuronali, attraverso un'azione antinfiammatoria che modula le cellule gliali.
I risultati pubblicati sulla rivista specializzata Drug Delivery and Translational Research confermano che i modelli animali trattati hanno recuperato la capacità motoria più rapidamente, aprendo prospettive per attenuare le sequele motorie permanenti. Tuttavia, il team mantiene prudenza, sottolineando che il trattamento non elimina le cause sottostanti della patologia, ma
A equipa da Universidade da Beira Interior desenvolveu um novo tratamento para AVC na Covilhã, que reduz as lesões cerebrais e acelera a recuperação motora em modelos animais.
O acidente vascular cerebral represents uma das maiores causas de mortalidade e incapacidade permanente em Portugal. Por conseguinte, a procura de respostas médicas eficazes mobiliza a comunidade científica internacional. A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI) assumiu a liderança deste consórcio. A iniciativa integra investigadores da unidade RISE-Health, em estreita cooperação com especialistas de Espanha e dos Estados Unidos da América.
Como funciona o novo tratamento para AVC
O projecto de investigação clínica partiu de uma molécula já aprovada para utilização médica com fins contraceptivos. No entanto, os cientistas encontraram um mecanismo inédito para aplicar a nestorona na fase aguda do AVC isquémico. A administração da substância realiza-se por via nasal. Esta via inovadora contorna a barreira hematoencefálica e a degradação hepática, permitindo que a solução atinja directamente o tecido nervoso afectado.
Os ensaios laboratoriais pré-clínicos demonstraram resultados promissores. Com efeito, a administração de uma dose única pouco tempo após o episódio isquémico limita de forma substancial a extensão das lesões neuronais. Além disso, o fármaco apresenta uma acção anti-inflamatória determinante através da modulação das células gliais. Esta resposta biológica trava a degradação dos tecidos nas horas subsequentes à ocorrência do ataque.
Capacidade motora regressa mais depressa
Os modelos animais submetidos ao protocolo registaram ganhos funcionais significativos. Deste modo, os testes comprovaram que a capacidade motora regressa mais depressa nos indivíduos tratados com esta formulação nasal. Assim, abrem-se perspectivas sólidas para atenuar as sequelas motoras permanentes. O estudo, liderado pela investigadora Sara Meirinho, contou com a publicação na revista especializada *Drug Delivery and Translational Research*.
A cooperação multidisciplinar permitiu desenhar ensaios rigorosos de autoemulsificação para transporte do composto activo. Por outro lado, a equipa sublinha que a solução não elimina as causas de base da patologia, mas protege a estrutura cerebral. Trata-se de um avanço terapêutico relevante desenhado a partir dos laboratórios da região centro.
Ensaios clínicos e potencial alargado a outras doenças
Apesar do entusiasmo com os resultados, a equipa de cientistas mantém uma postura de prudência. O trabalho encontra-se ainda na fase pré-clínica, pelo que faltam etapas essenciais antes de avançar para testes em humanos. Com efeito, serão necessários novos estudos de toxicologia e ensaios clínicos controlados para atestar a segurança e a dosagem exacta em doentes.
Além disso, o potencial desta descoberta vai muito além do acidente vascular cerebral. Os investigadores sustentam que a via de administração e o efeito neuroprotector podem servir para tratar outras patologias graves do sistema nervoso central. Entre as patologias prioritárias para futuros ensaios laboratoriais encontra-se a esclerose múltipla.
Deste modo, a universidade portuguesa reafirma a sua capacidade competitiva à escala internacional. O consórcio prepara agora a validação regulatória da tecnologia. O objectivo passa por captar novo financiamento comunitário e transferir esta solução terapêutica para a prática hospitalar corrente.
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