Il Portogallo vuole raddoppiare la capacità di stoccaggio dell'energia entro il 2030Foto di Marta Branco su Pexels
Economia

Il Portogallo vuole raddoppiare la capacità di stoccaggio dell'energia entro il 2030

Jornal Económico29 agosto 2026 alle ore 12:20

Il Portogallo vuole raddoppiare la capacità di stoccaggio energetico entro il 2030, stabilendo un percorso di crescita che prevede 6,9 GW di capacità nel 2030 e 9,76 GW nel 2040. L'obiettivo è rispondere a una delle principali sfide della transizione energetica: garantire che l'elettricità prodotta da fonti rinnovabili, soprattutto solare ed eolica, possa essere utilizzata quando necessaria, anche quando la produzione varia in funzione delle condizioni meteorologiche. Il piano è stato sviluppato sulla base di studi tecnici realizzati dall'INESC TEC, dall'INESC-ID e dall'IN+ e intende definire il ruolo dello stoccaggio nell'evoluzione del sistema energetico portoghese.

La strategia non si basa su una singola tecnologia, combinando soluzioni di implementazione più rapida e con cicli di vita più brevi, come le batterie, con progetti di maggiore dimensione e longevità, namely sistemi di pompaggio idroelettrico. Questa combinazione dovrebbe permettere di rispondere a esigenze diverse, dalla gestione delle fluttuazioni giornaliere della produzione rinnovabile allo stoccaggio di volumi maggiori di energia durante periodi più prolungati. L'ENAE prevede anche di creare condizioni economiche e regolatorie affinché lo stoccaggio possa partecipare in modo più efficace al mercato dell'elettricità e ai servizi di sistema.

Il rafforzamento dello stoccaggio ha anche una dimensione strategica, permettendo di diminuire l'utilizzo delle centrali a gas naturale e, di conseguenza, ridurre l'esposizione del Paese alle importazioni di combustibili fossili. La ministra dell'Ambiente e dell'Energia, Maria da Graça Carvalho, ha affermato che una maggiore capacità di stoccaggio promuove una maggiore competitività nel mercato dell'energia e la diminuzione progressiva dell'energia prodotta dalle centrali a gas naturale a ciclo combinato. Nella prospettiva della governante, questa evoluzione crea condizioni per un'energia più accessibile, più economica e pulita, contribuendo alla decarbonizzazione e al rafforzamento della sovranità energetica portoghese.

La Strategia Nazionale di Stoccaggio Energetico è composta dal Piano d'Azione, che definisce gli obiettivi e le misure fino al 2040, e dal rispettivo Studio Tecnico. La consultazione pubblica è disponibile attraverso la piattaforma Participa.pt e si svolgerà per 20

O objetivo é responder a um dos principais desafios da transição energética: garantir que a eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, sobretudo solar e eólica, possa ser utilizada quando é necessária, mesmo quando a produção varia em função das condições meteorológicas.

Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, o armazenamento deverá permitir aproveitar melhor a produção nacional de eletricidade renovável, reduzir a variabilidade associada às fontes solar e eólica e reforçar a segurança de abastecimento, a flexibilidade e a estabilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

A estratégia estabelece uma trajetória de crescimento que prevê 6,9 GW de capacidade de armazenamento em 2030 e 9,76 GW em 2040. O plano foi desenvolvido com base em estudos técnicos realizados pelo INESC TEC, INESC-ID e IN+ e pretende enquadrar o papel do armazenamento na evolução do sistema energético português.

Baterias, barragens e novas soluções

A estratégia não assenta numa única tecnologia. O Governo prevê combinar soluções de implementação mais rápida e com ciclos de vida mais curtos, como as baterias, com projetos de maior dimensão e longevidade, nomeadamente sistemas de bombagem hidroelétrica.

Esta combinação deverá permitir responder a necessidades diferentes: desde a gestão das flutuações diárias da produção renovável até ao armazenamento de maiores volumes de energia durante períodos mais prolongados.

A ENAE prevê também criar condições económicas e regulatórias para que o armazenamento possa participar de forma mais efetiva no mercado de eletricidade e nos serviços de sistema. O plano identifica quatro áreas prioritárias: valorização económica e participação nos serviços de sistema, enquadramento regulatório, simplificação da ligação à rede e inovação tecnológica.

Menos gás e menor dependência energética

Para o Governo, o reforço do armazenamento tem ainda uma dimensão estratégica. Ao permitir guardar eletricidade produzida por fontes renováveis e utilizá-la posteriormente, a tecnologia poderá contribuir para diminuir a utilização de centrais a gás natural e, consequentemente, reduzir a exposição do país às importações de combustíveis fósseis.

A medida surge no contexto das metas de descarbonização e eletrificação previstas no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), num sistema elétrico onde o crescimento das renováveis aumenta também a necessidade de flexibilidade.

“A maior capacidade de armazenamento promove maior competitividade no mercado de energia e a diminuição progressiva de energia produzida pelas centrais de gás natural de ciclo combinado”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, citada pelo Ministério. Na perspetiva da governante, essa evolução cria condições para uma energia “mais acessível, mais barata e limpa”.

A ministra considera assim o armazenamento uma peça importante não apenas para a descarbonização, mas também para a redução dos custos e para o reforço da soberania energética portuguesa.

Consulta pública durante 20 dias

A Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia é composta pelo Plano de Ação, que define as metas e medidas até 2040, e pelo respetivo Estudo Técnico.

A consulta pública está disponível através da plataforma Participa.pt e decorrerá durante 20 dias. Cidadãos, empresas e associações podem apresentar comentários e contributos ou anexar documentos ao processo.

O desafio será agora transformar as metas definidas no papel em capacidade efetivamente instalada. Com o crescimento da produção solar e eólica, Portugal terá cada vez mais eletricidade renovável disponível em determinados períodos e maior necessidade de a deslocar no tempo. É precisamente nesse intervalo que o armazenamento pretende ganhar peso no sistema elétrico nacional.

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