In Portugal, the Tagus jellyfish (Catostylus tagi) has been the most sighted jellyfish species since the beginning of the year, representing more than 60% of all sightings received by the GelAvista project. It is a large species, with eight thick oral arms shaped like bunches of grapes where the stinging cells are located, and cross-shaped gonads visible through the bell. This year it has been sighted in brownish, white, bluish or pinkish tones, and is frequently washed up on beaches due to its inability to fight against currents and tides.
Antonina dos Santos, coordinator of GelAvista, revealed that the main difference compared to previous years lies in the high number of sightings of this species. Historically, the Tagus jellyfish was the second most recorded in the project, with the majority of sightings concentrated in the Tagus estuary. In 2025, it represented only 14% of records, with the Portuguese man o' war being the most observed species. This year, the Portuguese man o' war appears as the second most sighted species with 15%, followed by the by-the-wind sailor with about 6%.
For the first time in ten years of GelAvista, the Sado estuary and the adjacent coastal zone concentrate the majority of Tagus jellyfish records, corresponding to 60% of sightings. Many of these records refer to large aggregations with more than 100 individuals. In contrast, sightings from the Tagus estuary and adjacent coastal zone represent only 19%, a value similar to that recorded in the Ria de Aveiro. The data suggest that the production of jellyfish of this species was substantially higher in the Sado, although it is not yet possible to identify which environmental variable may have triggered this exceptional production.
GelAvista has been gathering and studying information on jellyfish species and other gelatinous organisms on the Portuguese coast for ten years, having obtained records from 3,955 observers. The peaks in sightings occur in spring and summer, reflecting both the natural abundance of species and the greater presence of people in coastal areas. Anyone who observes gelatinous organisms can send information to the project's email or through social media, and should indicate the location, date, time, approximate number of individuals and a photograph for species identification.
Desde o início do ano, a medusa-do-Tejo (Catostylus tagi) tem sido a espécie de gelatinosos mais avistada em Portugal, em especial no estuário do Sado e na zona costeira adjacente, contou à Wilder Antonina dos Santos, do projeto GelAvista.
Há já dez anos que o GelAVista reúne e estuda informação sobre as espécies de medusas e de outros organismos gelatinosos na costa portuguesa. Desde então o projeto obteve registos de 3955 observadores, muitos deles turistas e estrangeiros residentes em Portugal.
O verão é a estação do ano quando se regista o pico de avistamentos de medusas-do-Tejo e de medusas-tambor. Já no inverno e na primavera são mais frequentes outras espécies de gelatinosos, como a caravela-portuguesa e a veleiro.
“Os picos refletem tanto a abundância natural das espécies nas águas portuguesas como a maior presença de pessoas nas zonas costeiras. Por isso, é habitual observar um aumento de registos na primavera e verão”, explicou Antonina dos Santos.
Este ano está a ser o ano das medusas-do-Tejo. Esta é uma espécie de grandes dimensões, que se distingue pelos oito braços orais espessos em forma de cachos de uva, onde se localizam as células urticantes, e pelas gónadas (órgãos sexuais) em cruz, visíveis através da sua campânula.
Avistada em tons acastanhados ou brancos e, por vezes, até azulados ou rosados, a medusa-do-Tejo acaba, muitas vezes, arrojada nas praias, dada a sua incapacidade de contrariar a força das correntes e marés.
“Desde o início do ano, a medusa‑do‑Tejo tem sido a espécie mais avistada, representando mais de 60% de todos os avistamentos recebidos”, contou Antonina dos Santos à Wilder. “A caravela‑portuguesa surge como a segunda espécie mais observada (15%), seguida da veleiro, com cerca de 6% dos registos.”
Segundo a responsável, a principal diferença relativamente aos anos anteriores está na elevada quantidade de avistamentos de medusa‑do‑Tejo.
“Historicamente, esta espécie é a segunda mais registada no GelAvista, com a maioria dos avistamentos concentrados no estuário do Tejo e sua zona de influência. Em 2025, a medusa‑do‑Tejo representou apenas 14% dos avistamentos, sendo a caravela‑portuguesa a espécie mais observada nesse ano.”
Este ano, porém, verifica‑se uma alteração significativa. “A maioria dos avistamentos de medusa‑do‑Tejo ocorreu no estuário do Sado e na zona costeira adjacente”, informou Antonina dos Santos.
Já a caravela‑portuguesa tem sido avistada apenas ocasionalmente, sobretudo nos Açores, ao contrário de anos anteriores, em que era mais frequente.
Além disso, “os avistamentos de veleiro e medusa‑tambor foram muito raros”.
Sado concentra, pela primeira vez, a maioria dos registos
Este ano, 60% dos avistamentos de medusa‑do‑Tejo ocorreram no estuário do Sado e na zona costeira adjacente. Esta é “a primeira vez em 10 anos de GelAvista que esta região concentra a maioria dos registos”, salientou.
Além disso, muitos avistamentos correspondem a grandes agregações, com mais de 100 indivíduos num único registo.
“Em contraste, os avistamentos provenientes do estuário do Tejo e zona costeira adjacente representam apenas 19%, valor semelhante ao registado na ria de Aveiro.”
Segundo Antonina dos Santos, “estes dados sugerem que a produção de medusas desta espécie foi substancialmente superior no Sado face às restantes regiões do país”.
Mas devido à proximidade entre o Sado e o Tejo, ainda não foi possível identificar que variável ambiental poderá ter desencadeado esta produção excecional apenas no Sado.
Agora é a sua vez.
Se observar um gelatinoso, pode enviar uma mensagem para o email do projeto ([email protected]) ou através das redes sociais. Para que um avistamento seja validado é necessário saber o local, a data, a hora e quantos indivíduos aproximadamente foram observados, bem como adicionar uma fotografia que permita a correta identificação da espécie. Pode também utilizar as apps do GelAvista, no telemóvel. Saiba mais aqui.
Saiba aqui qual a diferença entre medusas e alforrecas.

O conteúdo Em Portugal, este está a ser o ano das medusas-do-Tejo também está disponível em Wilder.