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Alte Mieter gaben Schlüssel zurück, die nicht in die Tür passten, und das Haus wurde von „Okupas" besetzt: Gericht gab dem Eigentümer nicht rechtFoto von Tama66 auf Pexels
Wirtschaft

Alte Mieter gaben Schlüssel zurück, die nicht in die Tür passten, und das Haus wurde von „Okupas" besetzt: Gericht gab dem Eigentümer nicht recht

Postal do Algarve13. September 2026 um 16:40

Ein spanischer Eigentümer versuchte, frühere Mieter für unbezahlte Mieten verantwortlich zu machen, nachdem das Haus illegal besetzt worden war. Er behauptete, die zurückgegebenen Schlüssel hätten nicht in die Tür gepasst, doch das Gericht war der Ansicht, dass die Übergabe der Schlüssel eine ausreichende Besitzrückgabe darstellte, und wies sowohl die Räumungsklage als auch die Mietforderungen ab. Das Provincialgericht Barcelona bestätigte, dass zum Zeitpunkt der Klage der Mietvertrag bereits beendet war und die Mieter das Anwesen bereits zurückgegeben hatten, ohne dass es Beweise für eine Verbindung zwischen den früheren Mietern und den illegalen Besetzern gab.

Um proprietário tentou responsabilizar os antigos inquilinos depois de a casa que lhes tinha arrendado ter acabado ocupada ilegalmente por outras pessoas. O senhorio alegava que o imóvel nunca lhe tinha sido verdadeiramente devolvido, uma vez que as chaves entregues não permitiam abrir a porta, mas a Justiça espanhola chegou a uma conclusão diferente e rejeitou tanto o despejo como a cobrança das rendas reclamadas, de acordo com o jornal digital Noticias Trabajo.

O caso chegou à Audiência Provincial de Barcelona depois de o proprietário ter avançado judicialmente contra os antigos arrendatários, defendendo que estes continuavam responsáveis pelo imóvel.

Em causa estava sobretudo a forma como a casa tinha sido devolvida. Os inquilinos entregaram as chaves, mas o proprietário garantia que estas não permitiam entrar na habitação, razão pela qual considerava que a posse do imóvel não lhe tinha sido efetivamente restituída.

Inquilinos avisaram que iam abandonar a casa

Segundo a sentença, datada de 9 de julho e citada pela mesma fonte, os inquilinos comunicaram previamente ao proprietário que pretendiam terminar o contrato de arrendamento.

A comunicação terá respeitado o prazo de 30 dias previsto no artigo 11.º da Lei de Arrendamentos Urbanos espanhola. Nesse mesmo dia, os arrendatários entregaram a posse da habitação nos escritórios da empresa Alquiler Seguro. Apenas três dias depois, o contrato já surgia no site da empresa como “rescindido”.

Apesar disso, o proprietário entendeu que a casa não tinha sido realmente devolvida, alegando que as chaves que tinha recebido não permitiam abrir a porta.

Por esse motivo, decidiu avançar com uma ação contra os antigos inquilinos, pedindo não apenas o despejo, mas também o pagamento das rendas que alegadamente se tinham acumulado durante aquele período.

Tribunal considerou que casa já tinha sido devolvida

O pedido acabou por ser rejeitado pelo Tribunal de Primeira Instância n.º 1 de L’Hospitalet de Llobregat. Para o tribunal, quando a ação de despejo foi apresentada, o contrato de arrendamento já tinha terminado e os antigos inquilinos já tinham devolvido a posse do imóvel. A decisão viria posteriormente a ser confirmada pela Audiência Provincial de Barcelona.

De acordo com o Código Civil espanhol, os inquilinos são obrigados a devolver a habitação quando termina o arrendamento. Para que isso aconteça, deve existir um ato que demonstre a restituição da posse ao proprietário, conforme refere a fonte acima mencionada. No caso analisado, a Justiça considerou que a entrega das chaves constituía precisamente esse ato.

Chaves não abriam a porta, mas isso não mudou decisão

O facto de as chaves permitirem ou não abrir a habitação não foi suficiente para alterar a conclusão dos juízes. Segundo a decisão, a entrega das chaves representava um ato simbólico de restituição da posse, sendo possível considerar a casa devolvida mesmo que aquelas não fossem as chaves originais.

Isto não significa, contudo, que o proprietário fique impedido de reclamar eventuais prejuízos. Caso as chaves não funcionassem, poderia, por exemplo, exigir o pagamento dos custos associados à substituição da fechadura e à obtenção de novas chaves.

O que não poderia fazer seria considerar que os antigos inquilinos continuavam juridicamente na posse da casa e, consequentemente, exigir-lhes rendas como se o contrato ainda estivesse em vigor.

Casa acabou ocupada por outras pessoas

De acordo com a mesma fonte, o processo ganhou ainda outro elemento quando se confirmou que, depois da saída dos arrendatários, a habitação tinha sido ocupada ilegalmente por terceiros.

No entanto, a Audiência Provincial considerou que não existiam provas de que os antigos inquilinos continuassem a viver no imóvel ou de que tivessem qualquer ligação às pessoas que posteriormente ocuparam a casa. Os novos ocupantes surgiam no processo como pessoas sem qualquer título que lhes permitisse permanecer na habitação.

Assim, o tribunal concluiu que, no momento em que o proprietário apresentou a ação, o contrato já estava terminado e os antigos inquilinos já tinham devolvido o imóvel. A sentença SAP B 5738/2026 não era ainda definitiva, podendo ser objeto de recurso de cassação.

E em Portugal?

Em Portugal, situações de ocupação ilegal de imóveis também podem acabar nos tribunais, embora a legislação e os procedimentos aplicáveis sejam diferentes dos espanhóis. Nestes casos, a responsabilidade dos antigos inquilinos depende das circunstâncias concretas, nomeadamente de saber se o contrato já tinha terminado e se a posse da habitação tinha sido efetivamente devolvida ao proprietário.

Leia também: Sheila é camionista há 23 anos e fala das dificuldades do seu trabalho: “São muitas horas e isso sente-se na família, faço 150.000 km por ano”

Warum das wichtig ist

Das Urteil legt fest, dass die Übergabe von Schlüsseln, selbst wenn diese nicht funktionieren, als ausreichender Akt der Besitzrückgabe angesehen werden kann, was die Art und Weise beeinflussen kann, wie Vermieter und Mieter in Spanien mit der Rückgabe von Immobilien umgehen. In Portugal, wo die Gesetzgebung anders ist, können ähnliche Fälle ebenfalls auftreten, und die spanische Gerichtsinterpretation kann als Refer

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