Portugal in einem „Gleichgewicht des niedrigen Wachstums" „blockiert", wie Studie von Passos Coelho, Sousa Pinto und Botelho zeigtFoto von franky1st auf Pexels
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Portugal in einem „Gleichgewicht des niedrigen Wachstums" „blockiert", wie Studie von Passos Coelho, Sousa Pinto und Botelho zeigt

Eco11. September 2026 um 06:46

Eine Studie der Handelskammer Porto, koordiniert vom ehemaligen Premierminister Pedro Passos Coelho, dem Sozialisten Sérgio Sousa Pinto und Nuno Botelho, kommt zu dem Schluss, dass Portugal vor multiplen Blockaden steht, die sich gegenseitig verstärken und zu einem „Gleichgewicht des niedrigen Wachstums" führen. Seit 1999 wuchs die portugiesische Wirtschaft durchschnittlich nur um 1,1% pro Jahr, eine der schlechtesten Leistungen in der Europäischen Union, wobei das zentrale Problem in der Produktivität liegt – das Wachstumresultierte eher aus einem Beschäftigungsanstieg als aus Produktivitätsgewinnen. Die Studie, die dem Präsidenten der Republik und der Regierung übergeben werden soll, diagnostiziert Blockaden in Bereichen wie Humankapital, Investitionen, Innovation, Unternehmensgröße, Steuerpolitik, Bürokratie und Staatsfunktionen und sucht nach strukturellen Reformen, die nachhaltiges Wachstum, bessere Arbeitsplätze und höhere Löhne ermöglichen.


“Portugal não enfrenta apenas um problema isolado”, conclui de forma preliminar um estudo da Associação Comercial do Porto coordenado pelo ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o socialista Sérgio Sousa Pinto e Nuno Botelho, presidente da associação portuense. “Existem vários bloqueios que se reforçam mutuamente e que ajudam a explicar uma espécie de equilíbrio de baixo crescimento”, adianta a análise.

Contando ainda com o apoio científico da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP), o estudo “Bloqueios versus Reformas: uma visão para Portugal” está a ser desenvolvido com a expectativa de uma apresentação pública no final do ano, adianta um briefing da associação, que realiza esta sexta-feira no Porto um primeiro encontro com a imprensa sobre o trabalho.

O estudo procura responder a uma questão central: “por que razão Portugal tem crescido pouco, perdeu posição relativa na União Europeia e continua sem convergir de forma sustentada com as economias mais desenvolvidas?”.

O trabalho desenvolve-se em duas etapas, explica o briefing. A primeira consiste num diagnóstico dos principais bloqueios ao desenvolvimento económico e social do país, enquanto a segunda procurará identificar um conjunto de reformas estruturais, avaliando medidas, calendarização, custos, financiamento e impactos.

O problema central está na produtividade: mesmo nos períodos de maior crescimento recente, este resultou sobretudo do aumento do emprego, e não de ganhos expressivos de produtividade.

“Desde 1999, a economia portuguesa cresceu, em média, cerca de 1,1% ao ano, um dos desempenhos mais fracos da União Europeia”, sublinha. “O problema central está na produtividade: mesmo nos períodos de maior crescimento recente, este resultou sobretudo do aumento do emprego, e não de ganhos expressivos de produtividade“.

O estudo, que será entregue ao Presidente da República e ao Governo, diagnostica bloqueios em áreas “como capital humano e qualidade da gestão, investimento e inovação, escala empresarial, especialização produtiva, poupança e financiamento, bem como no funcionamento do Estado e das instituições”.

Perceber “o que fica depois” dos fundos

Centralismo, burocracia, fiscalidade, morosidade da Justiça, dificuldades na habitação e barreiras regulamentares são alguns dos fatores que condicionam a mobilidade dos recursos, o investimento e a capacidade de crescimento”, sublinha ainda.

O papel dos fundos europeus também é tema central da análise, levantando uma questão essencial: “mais do que avaliar a sua execução, importa perceber o que fica depois deles em produtividade, inovação, investimento, exportações e capacidade produtiva“.

Algumas áreas, como saúde, energia e mercados financeiros, continuam a ser aprofundadas, acrescenta o briefing.

A segunda etapa do estudo procurará identificar reformas capazes de alterar os incentivos que condicionam a afetação de trabalho, capital, poupança, investimento e recursos públicos.

“O objetivo último é contribuir para que Portugal cresça de forma sustentada, crie melhores empregos, pague melhores salários, retenha talento, financie o Estado social e proporcione aos portugueses um nível de vida mais elevado”, revela.

O contributo da sociedade civil faz parte da construção da resposta e os coordenadores têm vindo a promover um processo de auscultação de especialistas de diferentes setores da sociedade portuguesa, “procurando recolher contributos que permitam enriquecer o diagnóstico e preparar uma proposta final útil ao debate público”.

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