Die Führerin der Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, vertrat die Ansicht, dass die portugiesische Mittelschicht „unter Beschuss" steht und für die Regierenden „unsichtbar" geworden ist, und beschuldigte PS und PSD, sie „im Stich gelassen" zu haben, weil sie „in den Wahlurnen nicht mehr das Gewicht hat wie früher". Während ihrer Rede in Quarteira, die die Rückkehr der Partei markiert, erklärte Mariana Leitão, dass „wo Stimmen sind, gibt es Versprechungen", aber wo „
IL sagt, dass die Mittelschicht von PS und PSD im Stich gelassen wurde und „unter Beschuss" steht

A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, considerou que a classe média está “sob ataque” e se tornou “invisível” para os governantes, acusando o PS e o PSD de a terem “abandonado” porque “deixou de pesar nas urnas” como antes. “A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa. E sabem porquê? Eu digo-vos: Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes. Encolheu. Em número e em rendimento, poder de compra e qualidade de vida. E a tática eleitoral fala mais alto“, sublinhou Mariana Leitão.
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Para a líder dos liberais, que discursava em Quarteira, no evento que marca a ‘rentrée’ do partido, “onde há votos, há promessas”, mas onde “há menos votos, há desprezo” e, atualmente, “ninguém fala” nem “defende a sério” a classe média, apesar de ser esta que cria riqueza e que faz um país desenvolver-se, restando-lhe pagar “sem receber nada” em troca.
“A classe média foi abandonada pelo PS e pelo PSD. E sabe, sabe bem, que do Chega só vem mais Estado e mais incompetência. E sem uma classe média forte, não há Portugal capaz de competir com ninguém“, insistiu, acusando ainda o Estado de estar a ser um “mau gestor” do dinheiro público e deixando críticas ao primeiro-ministro.
“O Luís [Montenegro] prometeu trabalhar, prometeu mudança, prometeu reformar o Estado, a saúde, a habitação. Prometeu baixar impostos. Prometeu, prometeu, prometeu e não cumpriu. A sua grande medida é um fundo soberano para comprar uma parte da REN e outras empresas. Um fundo que não vai ser pago por nenhuma riqueza natural, (…) mas, sim, com o suor do nosso trabalho. Desculpem, mas isto só tem um nome. É confisco. E eu não posso aceitar isso“, referiu a líder da Iniciativa Liberal (IL).
No seu discurso, Mariana Leitão apresentou três medidas para esta legislatura, nomeadamente, insistir na necessidade de simplificar e baixar o IRS, acabar com a burocracia, que classificou como o “pior imposto que existe” e, por último, defender uma reforma do sistema de pensões que permita aos jovens “terem opções, pouparem e serem donos” do seu futuro.
“Aquilo que cada português desconta todos os meses deve ficar dentro de um sistema transparente. Tem de passar a entrar numa conta com o nome dele. Uma conta que possa abrir e consultar. Onde veja quanto tem, quanto rendeu, e com quanto pode contar. A isto chama-se capitalização. E é isso que continua a faltar neste país“, argumentou.
Mariana Leitão antecipou que a defesa desta medida vai provocar um “ataque” por parte de outros quadrantes políticos, um ataque que, diz, é “o mesmo de sempre: o da privatização”. E acrescentou: “É mais uma mentira [de que a IL quer privatizar a Segurança Social] de quem quer manter tudo como está“. “Não há privatização nenhuma da Segurança Social. A pensão continua garantida a todos os que trabalharam uma vida inteira, e aos que por doença, ou por desemprego, não conseguiram garantir a sua subsistência. Só assim conseguiremos deixar à próxima geração um país melhor do que aquele que recebemos”, concluiu.
Para a presidente da IL, “ninguém quer resolver o problema, mas todos aprenderam a viver dele” e exemplificou: “O Chega promete baixar a idade da reforma, nunca diz quem paga. O PS e o PSD, cada um na sua vez, distribuem pagamentos extraordinários conforme lhes dá jeito”. “A esquerda propõe aumentos todos os anos, sem uma única conta feita sobre o que acontece depois”, concluiu.




