Sines erfüllt die Tradition des „Banho 29" zwischen frühem Morgenschwimmen und Erinnerungsprozession
Rádio Campanário29. August 2026 um 16:17
Die Tradition des „Banho 29" wurde heute am 29. August in der Gemeinde Sines, Distrikt Setúbal, erneut begangen und feiert die Verbundenheit der Gemeinden mit dem Meer. Um 07:00 Uhr versammelten sich etwa hundert Menschen am Strand Banho in Porto Covo und liefen im Badeanzug ins Meer, trotz der Wellen und der kalten Wassertemperatur. Unter den Teilnehmern war Tiago Campos, 22 Jahre alt, der erzählte, dass er die Tradition seit seinem 15. Lebensjahr pflegt, und betonte, dass sie immer mehr Anhänger anzieht, von jungen bis zu älteren Menschen.
Zwei Stunden später sah Sines einen anderen Umzug starten, „gekleidet" in Erinnerung, mit Frauen und Männern in Bauernkleidung oder mit Kombinationen, Hauben und Schlafanzügen. Der Umzug startete um 09:30 Uhr vom Jardim das Descobertas, begleitet von Gigantones, einer von einem Pferd gezogenen Kutsche und der Musik der Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio Sport Sineense. Teilnehmer wie Dionilde Mansos, die ihre eigene Kombination für eine Gruppe von 14 Frauen genäht hatte, und Amanda Batista, die sich spontan entschied mitzumachen, wollten diese Tradition bewahren, die laut Amanda „das repräsentiert, was uns als Volk charakterisiert und was uns voneinander unterscheidet".
António Rodrigues, 78 Jahre alt, erinnerte daran, dass der „Banho 29" mit dem alten Jahrmarkt von Sines verbunden war, und erklärte, dass er „tief im Volk verwurzelt" ist und dass, obwohl der Jahrmarkt zu Ende ging, die Tradition bestehen bleibt. Die Präsidentin der Gemeindeverwaltung von Sines, Silvia Jermias, sagte, dass die Tradition „die Verbundenheit der Menschen vom Land mit dem Meer" repräsentiert und ermöglicht, „die Entwicklung der Sitten" zu verstehen, und bezog sich dabei auf die alte Praxis, bei der Menschen vom Land in ihrer üblichen ländlichen Kleidung zum Strand kamen, ohne Bikinis, aufgrund der Scham.
Die Teilnehmer erreichten den Strand Vasco da Gama, wo einige langsam ins Meer gingen und andere sofort hineinsprangen, einschließlich der Gigantones. Nach dem Baden bot die Gemeindeverwaltung von Sines ein gemeinsames Pick
Entre o mergulho madrugador de jovens e turistas e o cortejo ‘vestido’ de memória, o Banho 29 voltou hoje a cumprir-se no concelho de Sines, distrito de Setúbal, celebrando a ligação das comunidades ao mar.
Quando o relógio marcou as 07:00, cerca de uma centena de pessoas, reunidas minutos antes na praia do Banho, em Porto Covo, correu para o mar.
Na sua maioria jovens, os participantes de fato de banho mergulharam sem hesitações, apesar da força do mar e da surpresa provocada pela temperatura da água.
“Tenho 22 anos e desde os 15 que cumpro esta tradição que tem cada vez mais adeptos, desde os jovens aos mais velhos, mas para que se cumpra é preciso mesmo dar o mergulho”, contou Tiago Campos, residente em Porto Covo, em declarações à agência Lusa.
Todos os anos, no âmbito das festas tradicionais da aldeia turística, promovidas pela Junta de Freguesia de Porto Covo, cumpre-se o ritual de 29 de agosto, que atrai também quem escolhe a costa alentejana para passar férias.
É o caso de Marta Mateus, que, apesar de conhecer esta tradição há vários anos, convenceu agora o marido e um casal amigo a “irem a banhos” e não se arrependeu.
“Há cinco anos que venho passar aqui férias e resolvemos vir, este ano, por altura das festas para cumprir a tradição. Foi muito bom e achei que valeu muito a pena”, partilhou com a Lusa após o banho de mar matinal.
Duas horas mais tarde, Sines preparava uma celebração diferente, mais demorada e ‘vestida’ de outros tempos, com mulheres e homens trajados de camponeses ou usando combinações, toucas e pijamas.
“Antigamente vínhamos assim vestidas. Não podíamos mostrar o corpo”, contou Dionilde Mansos, enquanto exibia a combinação confecionada por si e por uma amiga para um grupo de 14 mulheres.
O cortejo partiu, já depois das 09:30, do Jardim das Descobertas, acompanhado por gigantones, uma charrete puxada por um cavalo e a música da Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio Sport Sineense, recentemente reativada.
“Hoje de manhã estava na cama e dizia que não vinha, mas depois vesti qualquer coisa e vim pela tradição”, contou Amanda Batista, que, por impulso, retirou do baú algumas peças antigas, juntou-lhes “os cestinhos” e encontrou um chapéu que combinasse.
Preservar esta tradição “é especial”, na sua opinião: “[Representa] o que nos caracteriza enquanto povo e o que nos diferencia uns dos outros”, sublinhou a jovem.
Em poucos minutos, dezenas de pessoas desceram as ruas da cidade até à Avenida Vasco da Gama ao som da música e de pequenos versos, atraindo os olhares de quem encontravam pelo caminho.
“A água deve estar fria, está sempre fria”, antecipou Maria Oliveira, vestida de lavradora e preparada para trocar o traje pela combinação que levava por baixo e por uma touca para cobrir a cabeça.
Quando questionada pela Lusa se era necessária coragem, não hesitou: “É, mas eu tenho”, garantiu, lembrando que este banho “vale por 29”.
Entre os participantes estava também António Rodrigues, de 78 anos, que recordou os tempos em que o Banho 29 estava associado à antiga feira de Sines.
“Está enraizado no povo. A feira acabou, mas o Banho 29 mantém-se”, explicou, antes de enfrentar uma água tão fria que, antecipou, daria “para enrolar as unhas”.
Chegados à praia Vasco da Gama, alguns participantes entraram devagar no mar, enquanto outros mergulharam de imediato e até os gigantones foram levados à água, no meio de uma grande animação.
“Há uma tradição mais antiga que tem a ver com as pessoas do campo que vinham à praia. Vinham na charrete, vestidas como era habitual no campo, e não havia biquínis. Era a questão do pudor”, recordou a presidente da Junta de Freguesia de Sines, Silvia Jermias.
Para a autarca, a tradição representa “a ligação que as pessoas da terra têm com o mar” e permite perceber “a evolução dos costumes”.
Depois do mergulho, o farnel saiu das cestas de verga e foi servido um lanche partilhado na praia Vasco da Gama, oferecido pela Junta de Freguesia de Sines.
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