Город Коимбра готовится к значительной трансформации своего Нижнего города с прибытием Метробуса на Праса да Республика и станцию Коимбра-Б, запланированной на 10 сентября, в зависимости от испытаний и операционного графика Системы мобильности Мондегу. Это изменение не ограничивается внедрением нового вида транспорта, но предполагает пересмотр маршрутов, перенос остановок и реорганизацию некоторых самых оживлённых улиц города. Цель состоит в том, чтобы сократить транзитное движение, отдать приоритет общественному транспорту и улучшить условия для пешеходов, сохраняя при этом доступ для тех, кто живёт, работает или ведёт деятельность в Нижнем городе.
Улица Руа да София, одна из важнейших исторических осей Коимбры, перестанет быть открытой для общего автомобильного движения и будет функционировать как приоритетный коридор общественного транспорта. Это решение было предусмотрено в Декларации об оценке воздействия на окружающую среду проекта, утверждённой в 2011 году, и направлено на снижение автомобильной нагрузки на одной из главных сквозных дорог Нижнего города. Тем не менее, жители, торговцы и службы продолжат иметь доступ через ограниченный режим, при этом улица Руа Педру Олайо будет служить основным контролируемым входом. Центральная авеню, известная как авеню Д. Сеснадо Давидеш, также будет зарезервирована для общественного транспорта и авторизованного доступа, именно по ней Метробус прибудет на Праса да Республика.
Реорганизация потребует изменений более двух десятков маршрутов SMTUC, охватывающих линии 4, 5, 5T, 6, 6F, 11, 16G, 19, 19A, 19T, 19R, 24, 25, 25T, 27, 27F, 28, 28F, 29, 30, 30A, 30T, 30F, 36F, 42V и 103. Линии 4, 7, 10 и 103 будут реорганизованы более существенно: Линия 4 будет сосредоточена между Праса да Республика и Санту Антониу душ Оливаис, а Линия 7 будет связывать Праса да Республика со Стадионом через Товим. Улица Руа де Сарагоза также будет изменена, став односторонней на участке между улицами Руа де Монтаррою и Руа Герра Жункейру, для повышения безопасности и подготовки к будущей реконструкции общественного пространства.
Муниципалитет Коимбры, SMTUC и Метро Мондегу готовят информационную кампанию для объяснения новых маршрутов, остановок, ограниченного доступа и доступных альтернатив, с распространением материалов в школах, высших учебных заведениях и крупных работодателях. Новая сеть основана на большей взаимодополняемости между различными видами транспорта, что означает, что некоторые поездки могут потребовать смены транспортного средства, но MOVE-C, доступный с начала 2026 года, позволяет использовать SMTUC и Систему мобильности Мондегу по одному проездному билету. Эти изменения предвосхищают будущую глобальную реорганизацию муниципальной транспортной сети, которая должна состояться после запуска всех линий Метробуса.
Coimbra cresceu ao longo dos séculos sem alguma vez deixar para trás o seu centro. A Baixa continua a ser lugar de comércio, encontro e memória, mas também um dos principais corredores de passagem da cidade. A chegada do Metrobus à Praça da República e à estação de Coimbra-B promete alterar este equilíbrio e abrir caminho a uma nova relação entre os transportes públicos, os automóveis e as pessoas. A transformação deverá tornar-se visível a partir de 10 de Setembro, embora a data dependa dos testes e do calendário operacional do Sistema de Mobilidade do Mondego.
Não se trata apenas de acrescentar um novo meio de transporte. A entrada do Metrobus no troço central obriga a redesenhar percursos, mudar paragens e repensar algumas das ruas mais movimentadas. O objectivo é reduzir o trânsito de atravessamento, dar prioridade ao transporte público e melhorar as condições para quem circula a pé, sem impedir o acesso de quem vive, trabalha ou mantém uma actividade na Baixa.
Rua da Sofia deixa de receber o trânsito geral
No centro desta reorganização está a Rua da Sofia. Um dos eixos históricos mais importantes de Coimbra deixará de estar aberto à circulação automóvel geral e passará a funcionar como corredor prioritário de transporte público.
A decisão não surge apenas com a chegada do Metrobus. A função prioritária da Rua da Sofia para os transportes públicos estava já prevista na Declaração de Impacte Ambiental do projecto, aprovada em 2011. Os estudos realizados identificaram também este eixo como uma das principais vias de atravessamento da Baixa por automobilistas com destino a outras zonas.
Esses movimentos serão encaminhados para percursos alternativos. A intenção é diminuir a pressão automóvel, facilitar a circulação dos autocarros e criar melhores condições para os peões. A redução do tráfego poderá ainda permitir uma utilização mais cuidada do espaço público, valorizando uma rua que faz parte da identidade histórica de Coimbra.
A mudança não significa, contudo, fechar a Rua da Sofia. Os transportes públicos continuarão a circular e serão salvaguardados os acessos necessários a residentes autorizados, cargas e descargas, serviços essenciais e outros veículos devidamente autorizados.
Moradores e comerciantes continuarão a entrar
Uma das principais dúvidas prende-se com o acesso às habitações, estabelecimentos comerciais e equipamentos existentes. A restrição ao trânsito automóvel geral não impedirá moradores, comerciantes ou serviços de entrar na zona.
A nova organização prevê um regime de acesso condicionado, conciliando a prioridade atribuída aos transportes públicos com as necessidades quotidianas de quem vive e trabalha na Baixa. A Rua Pedro Olaio deverá funcionar como principal entrada controlada. A partir desse ponto será permitido, em condições a definir, o acesso de residentes autorizados, veículos de cargas e descargas, serviços essenciais e outros casos abrangidos.
Estão também previstos regimes próprios para chegar ao Mercado Municipal D. Pedro V, à PSP, à Escola Secundária Jaime Cortesão e a outras instalações da área. Os horários destinados a cargas e descargas serão definidos de forma a evitar conflitos com os períodos de maior circulação dos transportes públicos.
As mudanças serão acompanhadas por sinalização própria e por mecanismos de controlo e fiscalização. Pretende-se impedir que as excepções destinadas às necessidades locais acabem por manter a Baixa como corredor de passagem.
Via Central ganha um novo papel
A Avenida D. Sesnando Davides, conhecida como Via Central, será outra das peças fundamentais do novo desenho. É por este eixo que o Metrobus chegará à Praça da República, reforçando a ligação entre a Baixa, a zona universitária e os restantes pontos abrangidos pelo Sistema de Mobilidade do Mondego.
A avenida ficará reservada prioritariamente aos transportes públicos e aos acessos autorizados. Esta limitação procura evitar que se transforme numa alternativa para os automóveis retirados da Rua da Sofia.
No sentido Praça da República–Avenida Fernão de Magalhães, os autocarros dos SMTUC continuarão a utilizar a Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes e a Rua da Sofia. No sentido contrário, passarão pela Avenida D. Sesnando Davides e pela Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes.
Nesta última rua, o sentido descendente será partilhado pelos SMTUC e pelo Metrobus. As actuais paragens situadas junto ao Jardim da Manga serão transferidas para o início da Rua da Sofia. No sentido ascendente, haverá circulação separada para os transportes públicos e para os restantes veículos autorizados.
Rua de Saragoça passa a sentido único
A reorganização chegará igualmente à Rua de Saragoça. O troço entre a Rua de Montarroio e a Rua Guerra Junqueiro passará a ter apenas sentido descendente.
A mudança procura responder às dificuldades existentes numa rua estreita, onde a circulação em dois sentidos deixa pouco espaço para os peões e não garante as melhores condições de acessibilidade. Ao reduzir a área ocupada pelos automóveis, será possível aumentar a segurança e preparar uma futura qualificação do espaço público.
O percurso ascendente será feito pela Avenida Sá da Bandeira, Praça da República, Rua Tenente Valadim e Rua Guerra Junqueiro. Apesar da alteração, serão mantidos os acessos ao Mercado Municipal e à restante zona envolvente.
Mais de duas dezenas de linhas serão alteradas
As novas regras de circulação obrigam a adaptar os percursos dos SMTUC que actualmente passam pela Rua da Sofia, Rua João de Ruão, Rua Simões de Castro e arruamentos próximos.
A proposta abrange as linhas 4, 5, 5T, 6, 6F, 11, 16G, 19, 19A, 19T, 19R, 24, 25, 25T, 27, 27F, 28, 28F, 29, 30, 30A, 30T, 30F, 36F, 42V e 103. Na maioria dos casos, as mudanças decorrem dos novos sentidos de trânsito e das restrições previstas para a Baixa.
Apesar do número de carreiras envolvidas, em muitas linhas os desvios não deverão provocar alterações significativas nos tempos globais de viagem, permitindo manter os horários actuais.
Para assegurar a cobertura das zonas servidas pelos novos itinerários, serão criadas paragens na Avenida D. Sesnando Davides, junto à Loja do Cidadão, e nas ruas Antero de Quental e Guerra Junqueiro. Ainda assim, os passageiros deverão confirmar antecipadamente o percurso e o local da sua paragem.
Linhas 4, 7, 10 e 103 são reorganizadas
Além dos ajustes impostos pela circulação, a expansão do Metrobus permitirá reorganizar algumas linhas de forma mais profunda. O princípio passa por evitar que autocarros e Metrobus repitam os mesmos trajectos e utilizar a rede dos SMTUC para assegurar outras ligações.
A Linha 4 ficará concentrada entre a Praça da República e Santo António dos Olivais. Quem pretenda seguir para a Baixa ou para outro destino abrangido pelo Metrobus poderá mudar de transporte na Praça da República. Ao retirar a linha das zonas mais congestionadas, os SMTUC esperam melhorar a regularidade do serviço.
A Linha 103 estabelecerá uma ligação mais directa entre a Universidade e Santo António dos Olivais. As deslocações entre a Praça da República, a Baixa e os restantes pontos da rede serão asseguradas em articulação com o Metrobus.
A Linha 7 passará a ligar a Praça da República ao Estádio, através de Tovim, e deixará de funcionar em circuito. A actual Linha 7T será integrada na nova Linha 7, que circulará nos dois sentidos. Na Praça da República e no Estádio, os passageiros poderão continuar viagem no Metrobus.
Já a Linha 10 fará a ligação entre a Praça da República e o Hospital Sobral Cid através de um percurso mais directo, evitando zonas de maior congestionamento, como a Rua do Brasil. A Linha 10A manterá o funcionamento actual durante a noite.
As linhas 25, 25T, 30, 30A, 30F e 30T passarão a terminar na Rua João de Ruão. Embora deixem de prosseguir para outras áreas da Baixa, continuarão a chegar ao centro, onde os passageiros poderão utilizar outras linhas ou o Metrobus.
Algumas viagens poderão exigir transbordo
A nova rede assenta numa maior complementaridade entre os diferentes meios de transporte. Isso significa que algumas deslocações actualmente feitas num único autocarro poderão obrigar a mudar de veículo.
A autarquia sustenta que esta alteração permitirá criar percursos mais simples e previsíveis, evitando a duplicação de serviços nos corredores servidos pelo Metrobus. Em vez de várias carreiras percorrerem os mesmos eixos, os SMTUC poderão concentrar-se nas ligações aos bairros e às zonas sem acesso directo ao novo sistema.
Para evitar a compra de diferentes títulos, está disponível desde o início de 2026 o MOVE-C, que permite utilizar os SMTUC e o Sistema de Mobilidade do Mondego com o mesmo passe.
Estas alterações antecipam alguns dos princípios da futura reorganização global da rede municipal de transportes, que deverá avançar depois da entrada em funcionamento da totalidade das linhas do Metrobus.
Informação será divulgada antes das mudanças
Alterar hábitos construídos ao longo de décadas não se faz apenas com novos sinais de trânsito. O Município, os SMTUC e a Metro Mondego estão a preparar uma campanha para explicar os percursos, as paragens, os acessos condicionados e as alternativas disponíveis.
A informação será divulgada progressivamente e incluirá materiais gráficos dirigidos a quem circula de automóvel, com indicação dos novos sentidos de trânsito, das áreas condicionadas, das entradas autorizadas e dos percursos alternativos.
Está prevista a distribuição de informação em escolas, instituições de ensino superior, grandes entidades empregadoras e locais que geram diariamente muitas deslocações, como unidades de saúde e centros comerciais.
Os utilizadores poderão consultar no Google Maps as linhas, os percursos e os horários dos SMTUC, acompanhar a circulação dos autocarros em tempo real e saber quanto falta para chegarem à paragem. A aplicação dos SMTUC permitirá igualmente planear viagens e consultar horários para diferentes dias.
A Baixa não é apenas uma parte do mapa de Coimbra. É um lugar vivido, atravessado por gerações e marcado por uma história que exige cuidado. A chegada do Metrobus oferece a oportunidade de reduzir o peso dos automóveis e devolver espaço às pessoas, sem afastar quem mantém o centro vivo todos os dias. Será uma transformação profunda, mas o verdadeiro sucesso medir-se-á pela capacidade de modernizar a cidade sem lhe retirar a alma.
JOANA ALVIM