
A Espanha caiu para a 14.ª posição entre as maiores economias do mundo, depois de ser ultrapassada pelo México e pela Austrália, segundo as últimas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), citadas pelo El Economista. O PIB espanhol deverá atingir 2,09 biliões de dólares em 2026, abaixo dos 2,12 biliões previstos para o México e dos 2,123 biliões estimados para a Austrália.
A perda de posições não significa, contudo, uma travagem da economia espanhola. O país continua a crescer acima da média europeia, com o PIB a aumentar 0,7% no segundo trimestre, em cadeia, e 2,7% em termos homólogos. A criação de emprego tornou-se num dos principais motores desta expansão: foram criados 780 mil empregos em 2023, 500 mil em 2024 e 605.400 em 2025, elevando o número de pessoas empregadas para um recorde de 22,7 milhões.
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A dimensão demográfica ajuda a explicar a vantagem do México, que tem cerca de 133 milhões de habitantes, contra quase 50 milhões em Espanha. O FMI prevê que a população mexicana ultrapasse os 134 milhões no próximo ano. Já a Austrália beneficia, além do crescimento populacional, do peso do setor mineiro e da valorização da sua moeda, que contribui para aumentar o valor do PIB quando convertido para dólares.
O crescimento espanhol tem, assim, uma particularidade: uma parte significativa da expansão do PIB resulta do aumento da população e da força de trabalho, impulsionado pela imigração. O fenómeno tem ajudado a alimentar o emprego e o consumo, mas também aumenta a pressão sobre a habitação, com o preço médio do metro quadrado a atingir 2.114 euros em junho.
Os Estados Unidos mantêm a liderança do ranking, seguidos pela China, Alemanha, Japão e Reino Unido, segundo o FMI.




