Автор и другие сотрудники Madeira Opina годами предупреждали о проблемах монокультуры туризма, усилившейся после пандемии Covid, и подвергались оскорблениям и характеризовались как завистники и недовольные теми, кто извлекал прибыль из этой отрасли. Теперь, согласно присланному репортажу, иностранцы и международные инвесторы продают дома и покидают Мадейру, мотивированные потерей интереса к местному образу жизни, который перестал быть спокойным и приятным, а также инфляцией, ростом стоимости жизни и геополитической неопределенностью.
Замедление продаж и последовательные корректировки цен на порталах недвижимости не обязательно означают резкое падение реальной стоимости объектов, а лишь сокращение спекулятивных марж, раздувавших рынок. Впервые звучит слово «пузырь», которое многие отрицали, и есть желающие продать быстро, пока пузырь не лопнул окончательно.
Региональное правительство критикуется за активное продвижение привлечения иностранного капитала в элитную недвижимость и туристическое жилье без внедрения мер по защите доступа местных жителей к собственному жилью. Правительство сосредоточило экономическое развитие почти исключительно на туризме и строительстве, не создав устойчивые к внешним потрясениям альтернативные секторы, а государственное предложение доступного жилья не поспевало за цепным ростом цен.
Автор заключает, что это результат некомпетентности, жадности и использования правительства в интересах олигархов, предупреждая, что политики, не умевшие управлять, будут винить тех, кто предупреждал, вместо того чтобы взять на себя ответственность.
E
u, e muitos outros outros autores que fui lendo no Madeira Opina, fomos avisando durante anos acerca dos problemas da monocultura do turismo que foram incrementados no pós Covid. Os que estão a lucrar com isso insultaram, usaram aqueles termos de gente inferior como inveja, ressabiamento, etc. Agora chegou a hora de cobrar.
Quando se diz a verdade na Madeira parece que nos tornamos numa ameaça, parece que todos temos de compactuar com o erro para criar um ambiente virtual que sustenha o erro. Eu não sei explicar o que se passa na cabeça das pessoas, mas tudo começa com uma decisão política errada que depois cria um sucesso rápido e convence outros a copiar. Torna-se imparável, assim o erro ganha dimensão e protetores.
A reportagem que envio diz muita coisa em 2 minutos, realidades que eram proibidas de focar. O que terá acontecido? Aponta que a saída de residentes e investidores estrangeiros é motivada pela perda de interesse no estilo de vida local, deixou de ser calmo e aprazível, mas também pela inflação, subida do custo de vida e incerteza geopolítica. Eles queixam-se dos preços, já? E os madeirenses caladinhos, talvez para não serem daquela gente invejosa e ressabiada.
O abrandamento no ritmo de vendas e os sucessivos ajustamentos de preço nos portais imobiliários não significam necessariamente uma queda acentuada do valor real dos imóveis, mas sim a redução das margens especulativas que inflacionavam o mercado. Eu diria que há gente que quer vender depressa. Pela primeira vez ouço "bolha", a que muitos negaram. Querem vender depressa antes que venha a parte aguda da bolha?
A dependência excessiva do turismo de habitação e da captação de investimento imobiliário estrangeiro expõe a região às oscilações e crises externas. Quando a conjuntura internacional muda, o modelo assente na atração contínua de capital exterior revela fragilidade. Agora o madeirense vai se interessar pelo que se passa lá fora ou vai continuar a ler os jornais do imobiliário e do circo?
O ciclo de construção e preços altos não é infalível nem sustentável indefinidamente a longo prazo. Trouxeram má gente de dinheiro fácil que anda sempre a circular, e os outros que destruíram o genuíno, calmo e a qualidade de vida. Vítimas de si próprios. A propósito, quem escreveu sobre os americanos por cá tem razão, já vi comentários a reduzir quem vê primeiro a anormal. É só esperar um nadinha... E já agora, era bom que as notícias respeitassem as perguntas básicas e não escondessem a origem de alguns que praticam crimes na Madeira, alguns chegam do estrangeiro, praticam o crime e vão logo embora. Estamos assim! Rica política de Albuquerque e Jesus.
E agora falemos do Governo...
O Governo Regional promoveu ativamente a atração de capital estrangeiro para o imobiliário de luxo e alojamento turístico, sem implementar medidas de mitigação ou regulação que protegessem o acesso à habitação própria pelos residentes locais.
Ao concentrar os esforços de desenvolvimento económico quase exclusivamente no turismo e na construção/imobiliário, a governação regional falhou em criar setores alternativos resilientes a choques geopolíticos e inflacionários externos. Os Dubai's andam a enfrentar muitos infortúnios.
A subida em cadeia dos preços promovida pela procura estrangeira não foi acompanhada, a tempo, por uma oferta pública de habitação a preços acessíveis para a população local, deixando o mercado vulnerável à descompressão e à perda de rendimento dos residentes. Vem tarde e o PRR não correspondeu. Ainda teremos casas a preço de uva mijona?
Isto chama-se incompetência, gula, instrumentalização do Governo para interesses de oligarcas.
Madeira Opina, mantenham-se rijos. Daqui a nada, os políticos que não souberam governar, que deram o sinal errado e destruíram a sustentabilidade vão dizer que os que avisaram foram motores de uma má atitude com os estrangeiros, que exageraram nas opiniões, mas nunca, em momento algum, vão assumir as culpas. É sempre assim. Eles vão deixar quem pagou o custo de vida e não pode comprar casa apeados, bem como aqueles que investiram como se não houvesse amanhã.
Se eu tivesse sobrenome de Jesus e Margarido estaria preocupado com os avisos de Albuquerque. Alguém tem que ter culpa!