A ministra da Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, inaugurou esta terça-feira o segundo lar da Santa Casa da Misericórdia de Mafra, um investimento de 4,4 milhões de euros, dos quais 2,3 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. A cerimónia contou com a presença do provedor da instituição, Joaquim Sardinha.
O novo lar está pronto mas não pode abrir porque falta assinar o acordo com o Instituto da Segurança Social para o Estado comparticipar 48 dos 60 utentes que a estrutura vai receber. Sem este acordo, a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas não pode entrar em funcionamento, confirmou o provedor à agência Lusa.
A instituição remodelou o antigo edifício do hospital e centro de saúde de Mafra, que foi desocupado em 2019. A necessidade de demolir um dos edifícios por falta de regras de vulnerabilidade sísmica encareceu o investimento. Joaquim Sardinha justificou o investimento com a falta de capacidade das instituições sociais e a elevada procura, referindo que existem 150 pessoas em lista de espera e que os hospitais estão cheios de pessoas que já não deviam lá estar.
Questionada pela agência lusa, a ministra negou que exista uma espera de meses na maioria dos casos, considerando o processo normal e referindo que foram feitos esforços de desburocratização. O novo lar vai criar 38 novos postos de trabalho e a instituição já tinha em funcionamento um outro lar com 76 utentes.




